Publicado em: 10/02/2026 às 17:00hs
As exportações brasileiras de pulses — grupo de alimentos que inclui feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico — apresentaram forte crescimento em 2025, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais desse segmento. O desempenho positivo ocorre no mesmo período em que o mundo celebra o Dia Mundial das Pulses, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para destacar a importância desses alimentos para a segurança alimentar e a sustentabilidade agrícola.
Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil exportou US$ 448,1 milhões em pulses em 2025, valor que representa um crescimento de 30% em relação a 2024. O resultado confirma a expansão da participação brasileira no mercado internacional e reflete o fortalecimento da cadeia produtiva do setor.
Os feijões secos foram os principais responsáveis pelo avanço, representando mais de 98% do valor total exportado. As ervilhas preparadas ou conservadas somaram US$ 3,9 milhões, enquanto os feijões preparados ou conservados atingiram US$ 859,9 mil no mesmo período.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de feijão — principal pulse cultivada no Brasil — deve ultrapassar 3 milhões de toneladas na safra 2025/26, representando alta de 0,5% em relação à safra anterior.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o papel essencial das pulses na alimentação e na economia do país. “As pulses fazem parte da dieta dos brasileiros e têm grande relevância nutricional, principalmente o feijão, presente diariamente na mesa das famílias. No Mapa, seguimos trabalhando para fortalecer essa cadeia produtiva com políticas de incentivo aos produtores rurais”, afirmou.
Criado pela ONU em 2016, o Dia Mundial das Pulses, celebrado em 10 de fevereiro, tem como objetivo incentivar a produção, o consumo e o comércio desses alimentos. A data busca ampliar a conscientização sobre o valor nutricional e os benefícios ambientais das pulses, que contribuem para a diversificação agrícola e para sistemas alimentares mais sustentáveis.
As exportações brasileiras de pulses seguem rigorosos protocolos sanitários e de qualidade. Para a habilitação de estabelecimentos exportadores, é exigido o cumprimento dos requisitos da Instrução Normativa nº 23/2020, que define as condições higiênico-sanitárias para produtos vegetais destinados ao consumo humano.
Além disso, o Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal é obrigatório para o envio ao exterior, garantindo que os alimentos atendam às normas dos países importadores. A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa é responsável pela fiscalização e acompanhamento dessas exigências, incluindo inspeções, coleta de amostras e controle de rastreabilidade.
No mercado interno, o feijão continua como o principal foco das ações de inspeção e controle sanitário. As operações da Secretaria de Defesa Agropecuária priorizam o feijão-comum e o feijão-de-corda, com o objetivo de assegurar padronização, qualidade e segurança alimentar para os consumidores e mercados importadores.
Essas medidas reforçam a credibilidade da produção brasileira no cenário internacional e garantem a competitividade das exportações frente às exigências crescentes dos compradores globais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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