Feijão e Pulses

Está oficialmente aberto o período de difusão de conhecimento e discussões sobre o feijão-caupi

O evento vai debater temas acerca do grão, desde a produção, estocagem, comercialização e consumo


Publicado em: 08/06/2016 às 12:25hs

Está oficialmente aberto o período de difusão de conhecimento e discussões sobre o feijão-caupi

Capital Nacional do Agronegócio, Sorriso é sede, desde ontem (7) até sexta-feira (10), do IV Congresso Nacional do Feijão-caupi (Conac). A abertura do congresso, promovido no Centro de Eventos Municipal Ari José Riedi, reuniu organizadores, autoridades e os mais de 450 inscritos. O evento vai debater temas acerca do grão, desde a produção, estocagem, comercialização e consumo.

Largamente consumido na região Nordeste, o feijão-caupi (ou o feijão de corda ou macassar) é uma importante ferramenta no combate à desnutrição, por conter altos teores de ferro e zinco. O desafio agora é ampliar as áreas de produção da cultura, que tem predominância no Nordeste e Norte, mas também mostra seu potencial no Centro-Oeste, principalmente depois que o melhoramento genético permitiu a mecanização da colheita.

Para o presidente da Comissão Organizadora do IV Conac, Kaesel Damasceno, falta ao Brasil dedicar atenção específica à cultura, visto que ainda há carência de dados estatísticos sobre o feijão-caupi, já que sua produção no país é somada à produção do feijão comum. “Até 2006 a produção era restrita ao Nordeste e hoje Mato Grosso é o maior produtor do feijão-caupi, com alta produtividade, com destaque para a região de Sorriso”, destacou, complementando que o Ceará é o estado brasileiro com maior área dedicada à cultura, sem, no entanto, alcançar os índices de produtividade de Mato Grosso, que em 115 mil hectares, produz 125 mil toneladas por ano.

A exportação do feijão-caupi também cresce de maneira exponencial, com 24 mil toneladas em 2013, 52 mil em 2014 e 120 mil em 2015. “Este ano as estimativas não são otimistas quanto às exportações, dado o alto preço do produto no mercado nacional”, comenta. Entre os maiores compradores, países como Índia, Paquistão, Egito, Paquistão e Portugal.

A expectativa do organizador é que o evento sirva como um marco para a solução de alguns gargalos da cultura, como a falta de organização da cadeia produtiva, o início dos registros de dados de produtividade separadamente do feijão comum, o registro de mais defensivos agrícolas específicos para o feijão-caupi (apenas dois atualmente), e a desburocratização dos processos ligados à cultura, principalmente nas instituições de pesquisa.

Anfitrião do evento, o prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, recepcionou os participantes vindos de todo o país e apontou o quanto o investimento em tecnologia é necessário para o desenvolvimento da agricultura, que, por consequência, também resulta no crescimento do país. “Sorriso hoje é um município formado por gente de todo o Brasil e sua colonização, que se deu nos últimos 40 anos, foi feita por agricultores vindos principalmente do Sul do país e hoje somos destaque na produção de soja, milho, peixe e agora também, de feijão-caupi”, destaca.

É justamente para vencer estes paradigmas ligados ao feijão-caupi, bem como estabelecer novas perspectivas para sua produção, têm início hoje (8) as mesas redondas e oficinas de negócios sobre o tema. Na sexta-feira, um dia de campo também mostrará os resultados obtidos com a cultura.

Fonte: Pauta Pronta Comunicação Corporativa

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