Publicado em: 22/01/2024 às 13:50hs
A última semana no mercado brasileiro de feijão foi marcada por dinamismo, especialmente na variedade carioca, que registrou uma entrada significativa de novos lotes, resultando na redução dos preços comerciais. A oferta restrita de feijão preto persiste, com poucas ofertas e negociações cautelosas. O feijão carioca extra, notavelmente escasso, teve apenas uma carga disponível a R$ 410,00/sc no início da semana, levando corretores a aguardar a reação da demanda antes de fechar negociações.
O feijão carioca nota 8,5, o mais ofertado, enfrentou maior pressão nos preços, ajustando-se de R$ 385,00/sc para R$ 370,00/sc durante a semana. A colheita da primeira safra de 2023/24 em Minas Gerais começou, mas com volume acumulado insignificante e lotes iniciais com defeitos de qualidade, influenciando nas ofertas iniciais em torno de R$ 300 por saca.
O analista Evandro Oliveira destaca que, ao final da semana, observa-se um mercado enfraquecido, principalmente devido à escassez dos melhores tipos de feijão. O setor se prepara para escoar uma produção visando manter os produtores satisfeitos e incentivar um aumento na área cultivada para a segunda safra de 2023/24, assegurando um abastecimento mais robusto no final do semestre.
Após recente valorização dos preços, o mercado busca um momento de acomodação, com a possibilidade de recuo nas cotações a curto prazo. Alguns produtores já estão comercializando a preços abaixo da semana anterior, refletindo maior necessidade de venda. Negócios pontuais foram reportados, com produto extra no interior de São Paulo na faixa de R$ 400 por saca. A resistência dos produtores sugere cautela, com alguns apostando em patamares ainda mais favoráveis.
Conforme levantamento da Conab, a colheita da primeira safra 2023/24 de feijão no Brasil atingiu 22,1% da área, enquanto o plantio da segunda safra no Paraná alcançou 19% dos 293,3 mil hectares previstos, com boas condições de desenvolvimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias