Publicado em: 30/01/2024 às 13:10hs
A qualidade do Feijão-carioca colhido atualmente em Minas Gerais tem deixado a desejar, impactando diretamente nas cotações, conforme destacado pelo Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe). Os produtores dessas regiões, diante do desafio de realizar a colheita durante a época chuvosa, estão encontrando dificuldades em obter um produto sem manchas e com excelente aparência. Essa situação tem levado os produtores a buscar a venda de forma mais rápida, exercendo pressão sobre as cotações, que acabam registrando quedas.
A maior parte do Feijão avaliado com nota 8,5/9 é proveniente da terceira safra e foi armazenada em câmara fria. Além disso, a colheita programada para janeiro sofreu atrasos, concentrando-se agora na última semana deste mês e nas duas semanas subsequentes. Um produtor próximo a Brasília compartilhou: "Se o Feijão tivesse uma melhor aparência, eu seguraria um pouco, mas como é comercial, estou vendendo o quanto antes."
Os empacotadores observam que o varejo utiliza o argumento da queda na qualidade no campo, sem considerar que o produto atual está abaixo do padrão normal. Independentemente da nota, seja 8 ou 9, eles pressionam por preços mais baixos para repor o produto necessário.
Fonte: Portal do Agronegócio
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