Feijão

Colheitômetro, da New Holland, amplia número de culturas mostradas em tempo real com feijão e algodão

Contador digital, que já acompanha as colheitas de soja, milho, trigo, arroz e cana, passa a calcular instantaneamente o volume dessas outras duas culturas e o valor que representam para a economia


Publicado em: 06/09/2021 às 09:40hs

Colheitômetro, da New Holland, amplia número de culturas mostradas em tempo real com feijão e algodão

O Colheitômetro, primeiro contador digital a contabilizar, em tempo real, a colheita das principais commodities agrícolas brasileiras, está ampliando o número de culturas que é capaz de acompanhar. Além de soja, milho, trigo, cana-de-açúcar e arroz, o dispositivo lançando pela New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, agora também é capaz de calcular o volume e os valores em reais (R$) que as colheitas de feijão e algodão representam para a economia.

Lançado em 28 de julho, Dia do Agricultor, como uma forma de homenagear os homens e mulheres do campo, o Colheitômetro possui um algoritmo desenvolvido pela New Holland que utiliza fontes seguras e oficiais de dados para gerar um número exclusivo, que não está disponível diretamente em outro lugar.

Além de um site próprio (www.colheitometro.com.br), que pode ser consultado a qualquer momento, o primeiro painel físico do Colheitômetro foi inaugurado na fábrica da New Holland, em Curitiba (PR), exibindo em um mostrador eletrônico os dados das culturas na mesma hora em que são contabilizados pelos órgãos oficiais. A intenção é que, futuramente, novos painéis sejam instalados em outras cidades do país.

"O Colheitômetro vai nos ajudar a mostrar o trabalho de quem muitas vezes está distante dos holofotes e faz a diferença para toda a sociedade, desde o grande produtor até os agricultores familiares, passando pelas cooperativas e associações ligadas à produção de alimentos. Queremos valorizar o suor derramado no campo, as batalhas e o que eles fazem para produzir os alimentos que abastecem o planeta. Vamos sempre estar imbuídos em encontrar caminhos para promover o agronegócio”, afirma Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul.

De acordo com Gustavo Taniguchi, diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul, com essas duas novas e importantes culturas, que são o feijão e o algodão, o Colheitômetro reforçará o seu objetivo de ser um instrumento capaz de mostrar, em números, o que o agronegócio brasileiro representa. Segundo ele, novas culturas ainda serão incluídas futuramente e as novidades não vão parar por aí. “É uma maneira de esclarecer à toda a sociedade, especialmente para quem está nas cidades, sobre a força e a pujança da nossa agricultura, que além de gerar divisas para o país, através das exportações, também coloca alimento na mesa dos brasileiros e de boa parte da população mundial”, afirma.

Para a safra brasileira de grãos deste ano espera-se um volume total de produção de 254 milhões de toneladas, com aumento de mais de 4% na área plantada. No caso do algodão, o volume estimado para a safra 2020/21 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de 3,4 milhões de toneladas (caroço) e 2,3 milhões de toneladas (pluma). Já a estimativa total para a colheita de feijão neste ciclo é de 3 milhões de toneladas, considerando as três épocas de plantio da leguminosa.

Inspirado em mecanismos como o Impostômetro e o Devolutômetro, o Colheitômetro quer estimular os brasileiros a admirarem a sua agricultura. “Como uma marca que está sempre próxima dos agricultores, queremos que todos tenham orgulho do que o nosso agro produz. Esta é uma oportunidade de mostrar a todo mundo, de maneira clara e em tempo real, o trabalho dos nossos agricultores e agricultoras. Por isso, vemos essa iniciativa como uma ‘janela’ entre o campo e a cidade”, pontua.

O Colheitômetro é uma iniciativa que interage com diversas outras ações já desenvolvidas pela New Holland, entre elas o movimento “Agro, quem conhece de verdade, admira” e os Diálogos New Holland, que têm o propósito de abrir um canal de diálogo com toda a sociedade, conforme explica Taniguchi.

Como funciona?

A Interface de Programação de Aplicação (API, na sigla em inglês) do Colheitômetro permite mostrar dados de produção (em toneladas) das seguintes culturas: soja, milho, arroz, cana-de-açúcar, trigo, feijão e algodão. Além disso, o painel mostra os valores em reais (R$) que a produção de cada uma dessas culturas representa.

Para fazer essas operações, o Colheitômetro utiliza informações oficiais, atualizadas em tempo real, com base no histórico e no cruzamento de dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), IBGE e Cepea-Esalq/USP e de outras fontes. Através de algoritmos internos, esses dados são incrementados conforme as previsões de colheita.

O peso do agro

O agronegócio brasileiro, responsável hoje por 26,4% do PIB do país e um dos itens de peso da nossa balança comercial. Mesmo com toda a crise provocada pela pandemia do coronavírus, o agro foi responsável por quase metade (48%) das exportações totais do Brasil em 2020, conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura. Na última década, enquanto o PIB brasileiro encolheu 5,5%, conforme apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o da agropecuária cresceu 2,7%.

Conforme um estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o agronegócio brasileiro forneceu alimento para 772,6 milhões de pessoas no planeta em 2020 (10% da população mundial), sendo que 212 milhões dessas pessoas estão no Brasil. Segundo o mesmo estudo, na última década a participação brasileira no mercado mundial de alimentos passou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, com destaque para soja, milho, algodão, carnes e produtos florestais. A expectativa é que essa participação siga crescendo nos próximos anos.

O agro em números

Um relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostrou que o Brasil se consolidou nos últimos 25 anos como o maior exportador líquido (diferença entre exportações e importações) de produtos agro do planeta, principalmente por causa do peso de commodities como açúcar, café, suco de laranja e soja – itens no qual somos líderes atualmente –, além de outros produtos como milho, algodão e carnes, com os quais também estamos entre os principais exportadores mundiais.

Comparado a outros setores da economia, o desempenho da agropecuária é surpreendente. Enquanto o agro exportou US$ 100,81 bilhões em 2020 (dados da OMC), segundo maior valor da história do setor, com crescimento de 4,1% em relação a 2019, as exportações de veículos caíram 24,3% no ano passado, atingindo US$ 5,5 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em relação à geração de empregos, no acumulado de 2020, segundo o Ministério da Economia, a agricultura gerou 61.637 vagas de trabalho, enquanto o comércio, por exemplo, criou 8.130 vagas no mesmo período. Já o setor de serviços, por outro lado, enxugou 132.584 vagas.

 

Fonte: Rede Comunicação

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