Publicado em: 20/03/2026 às 18:40hs
A colheita do feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul entra na fase final ou já foi concluída em parte das áreas, com produtividade impactada pelas condições climáticas ao longo do ciclo, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (19).
O relatório indica que o desempenho produtivo foi condicionado principalmente pelo clima. A falta de chuvas a partir da segunda quinzena de janeiro, combinada com temperaturas elevadas, afetou principalmente as lavouras tardias no Nordeste do estado. Apesar da queda no volume produzido, a qualidade dos grãos colhidos segue adequada. A projeção é de área cultivada de 23.029 hectares e produtividade média de 1.781 quilos por hectare.
Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita continua, mas a menor disponibilidade de chuvas nas fases de floração e enchimento de grãos reduziu a produtividade, que era estimada em 2.400 quilos por hectare e deve ficar abaixo de 1.800 quilos por hectare.
O feijão da segunda safra apresenta desenvolvimento variável, dependendo da umidade do solo e da regularidade das precipitações. A segunda safra está majoritariamente em estágios vegetativos e reprodutivos, com bom desempenho em áreas irrigadas ou que receberam chuvas regulares.
Em regiões sem irrigação e semidade sob baixa umidade, há dificuldades no estabelecimento das plantas e maior incidência de pragas. A projeção é de 7.774 hectares cultivados, com produtividade média de 1.504 quilos por hectare.
Ijuí: Lavouras em fase reprodutiva, com 20% em floração e 44% em formação de vagens, sem sinais de déficit hídrico graças à irrigação.
Santa Maria: Desenvolvimento favorecido pela regularidade das chuvas em fevereiro; produtividade estimada em 1.347 quilos por hectare.
Soledade: Área plantada reduziu para 1.101 hectares, abaixo da estimativa inicial de 1.756 hectares, devido à dificuldade de semeadura em solo seco. Crescimento das plantas limitado e ocorrência de pragas como ácaros e tripes; produtividade estimada em 1.600 quilos por hectare, dependendo da disponibilidade de água nas próximas fases do ciclo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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