Publicado em: 29/01/2024 às 13:10hs
O cenário no mercado brasileiro de feijão na última semana foi caracterizado por cautela e uma diminuição nos preços. Os compradores, adotando uma postura moderada, participaram das negociações nas madrugadas, mas as transações ficaram aquém das expectativas, especialmente nos dias mais promissores. Ao longo da semana, cerca de 24 mil sacas foram ofertadas, com apenas aproximadamente 5 mil sacas efetivamente comercializadas.
Segundo o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira, além dos lotes disponíveis, foi observado um volume significativo de amostras para embarque, originadas principalmente de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, incluindo lotes remanescentes da terceira safra 2022/23 e feijão novo da primeira safra 2023/24.
Oliveira ressaltou que, no início da semana, os compradores adotaram uma postura sem pressa nas aquisições, indicando a expectativa de melhores condições nas próximas sessões, considerando o feriado municipal em São Paulo. Ele enfatizou a cautela dos corretores diante do excesso de estoque, considerando opções de armazenamento caso as mercadorias não sejam vendidas.
A escassez do produto extra nota 9,5 persiste, mantendo os preços entre R$ 390,00 e R$ 400,00 por saca. O feijão nota 8,5, com vendas limitadas, atingiu no máximo R$ 350,00 por saca. Os feijões destinados ao embarque têm uma média de R$ 280,00 e R$ 300,00 por saca.
Os empacotadores iniciaram a liberação do estoque adquirido antes do último aumento de preços, esperando retomar as compras em breve. O receio permanece, especialmente em relação às perdas confirmadas na maioria das regiões de produção, principalmente para o feijão preto.
O analista destaca a situação preocupante no Paraná, com o Departamento de Economia Rural (Deral) anunciando novo corte na produção devido ao calor intenso e à falta de chuvas desde a segunda metade de dezembro. A colheita da primeira safra no estado está avançada, ultrapassando os 77%, enquanto o plantio da segunda safra já atinge aproximadamente 21%.
Janeiro registra bons volumes de chuva nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para o sudoeste do Pará. Chuvas significativas também ocorreram no noroeste do Maranhão e noroeste da Bahia.
Fonte: Portal do Agronegócio
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