Publicado em: 03/02/2026 às 19:20hs
O mercado brasileiro de feijão começou 2026 em alta expressiva, sustentado por uma oferta restrita e pelo ritmo lento da colheita da primeira safra, segundo dados do Indicador Cepea/CNA.
Entre os dias 23 e 30 de janeiro, os preços subiram de forma significativa na maioria das regiões acompanhadas, especialmente para o feijão preto e o feijão carioca de melhor qualidade. O cenário é oposto ao de janeiro de 2025, quando os valores enfrentavam forte pressão baixista.
O feijão carioca apresentou o melhor desempenho desde setembro de 2025. De acordo com o Cepea/CNA, o produto registrou alta mensal de 4,9% em relação a dezembro, operando cerca de 10% acima dos valores observados em janeiro do ano anterior.
A elevação foi mais intensa nas regiões do Noroeste de Minas Gerais, Itapeva (SP) e Curitiba (PR), onde a escassez de lotes de alta qualidade (notas 9 ou superiores) impulsionou os preços em mais de 10% apenas na última semana do mês.
O feijão preto tipo 1 também registrou forte valorização em janeiro. A combinação entre demanda aquecida e oferta limitada elevou os preços em Curitiba (PR) em 9,1% na última semana do mês, impulsionada pelos embarques interestaduais.
Na média mensal, os valores ficaram quase 14% acima de dezembro, alcançando níveis semelhantes aos de abril de 2025. Mesmo assim, ainda permanecem cerca de 16% abaixo dos patamares registrados em janeiro do ano passado.
Os lotes de feijão carioca com notas 8,0 e 8,5 também apresentaram altas generalizadas, reduzindo o diferencial de preços em relação aos grãos de melhor qualidade.
Na média de janeiro, esse grupo atingiu os maiores valores da série histórica iniciada em setembro de 2024, com alta de 5,1% frente a dezembro e um avanço de 19,3% na comparação anual.
A tendência de valorização do feijão deve se manter no curto prazo, segundo analistas, enquanto persistirem o ritmo lento da colheita, o baixo volume de estoques e a demanda firme dos consumidores e da indústria.
O comportamento climático e o avanço da colheita da primeira safra serão determinantes para a formação dos preços em fevereiro, especialmente nas principais regiões produtoras do Sul e Sudeste.
Fonte: Portal do Agronegócio
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