Publicado em: 02/10/2015 às 15:15hs
De um modo geral, além de apresentar objetivos relevantes na redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs) nos próximos 15 anos, a proposta brasileira de combate às mudanças climáticas apresentada no último dia 27, em Nova York, também reafirma a importância estratégica do etanol e da bioeletricidade para a descarbonização da matriz energética nacional.
No que diz respeito exclusivamente ao setor sucroenergético, a INDC brasileira, que será apresentada na 21ª Conferência do Clima (COP 21) em dezembro deste ano, prevê, até 2030, a participação de 18% de etanol carburante e demais biomassas derivadas da cana-de-açúcar no total da matriz energética, além de um aumento de 10% para 23% no uso de energias renováveis (solar, eólica e biomassa) exclusivamente na matriz elétrica. Vale lembrar que, na realidade, as metas anunciadas pelo Governo praticamente mantêm a participação que o etanol e a bioeletrecidade já possuem hoje na matriz energética, que se aproxima de 17%. Segundo a INDC brasileira, o País terá de cortar 37% das emissões domésticas de GEEs até 2025 - com base nos níveis de 2005 -, com reais possibilidades de ampliar esta redução para 43% até 2030.
Na opinião da presidente da UNICA, Elizabeth Farina, embora a INDC tenha contemplado a biomassa da cana, ainda não se pode afirmar se essas metas atendem às expectativas futuras do setor, tanto para o etanol, quanto para a bioeletricidade. “De forma geral, a avaliação das metas é positiva, mas dependendo das estimativas de crescimento por energia, será necessário um esforço de investimento considerável. Sendo assim, é fundamental o diálogo e a interação do governo com o setor produtivo e a sociedade para definir mecanismos de implementação dessas metas”, afirma Farina.
Outros objetivos anunciados no INDC para redução das emissões brasileiras são: o desmatamento ilegal zero no bioma amazônico; restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares; recompor um adicional de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas; e alcançar 5 milhões de hectares de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta.
Fonte: UNICA
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