Publicado em: 06/05/2026 às 18:40hs
A safra de cana-de-açúcar 2026/27 em Minas Gerais deve marcar um novo ciclo de expansão e consolidação do estado como um dos principais polos da bioenergia no Brasil. Segundo a SIAMIG Bioenergia, a produção está estimada em 83,3 milhões de toneladas, crescimento de 11,6% em relação ao ciclo anterior.
O avanço vem acompanhado de uma mudança relevante no direcionamento industrial, com maior foco na produção de etanol em detrimento do açúcar.
A produção de etanol deve registrar forte expansão na nova safra, com estimativa de 3,34 milhões de metros cúbicos — alta de 24,2% na comparação anual.
O destaque fica para o etanol hidratado, cuja produção deve atingir 2,23 milhões de metros cúbicos, avanço expressivo de 39,8% em relação à safra anterior. O movimento reflete a maior competitividade do biocombustível no mercado interno, especialmente diante de um cenário de combustíveis fósseis mais caros.
A nova safra também será marcada por uma reconfiguração do mix produtivo. A participação do açúcar, que na temporada passada representou cerca de 55%, deve cair para aproximadamente 51% — podendo ser ainda menor ao longo do ciclo.
De acordo com o presidente da entidade, Mário Campos, as usinas devem intensificar o direcionamento da matéria-prima para o etanol, aproveitando a flexibilidade industrial e as condições de mercado.
“Na safra 2026/27, vamos observar uma tendência muito forte para o etanol. As usinas têm flexibilidade e devem direcionar mais cana para o biocombustível”, afirma.
Apesar da tendência de maior produção de etanol, a definição final do mix ao longo da safra seguirá dependente de fatores como os preços internacionais do açúcar, a competitividade do etanol e o ambiente regulatório para biocombustíveis no Brasil.
Nesse contexto, Minas Gerais se posiciona como protagonista na transição energética, ampliando sua relevância tanto na produção agrícola quanto na geração de energia renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
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