Publicado em: 21/05/2026 às 17:30hs
A safra de cana-de-açúcar 2026 começou mais cedo no interior de São Paulo e trouxe um cenário de otimismo para produtores e usinas da região de Novo Horizonte (SP). Favorecidos pelas condições climáticas registradas no início do ano, os trabalhos de colheita foram antecipados em cerca de 15 dias em relação ao cronograma tradicional.
A expectativa do setor é de aumento na produtividade agrícola e crescimento na produção de etanol ao longo da temporada, reforçando a importância do estado paulista no abastecimento nacional de açúcar e biocombustíveis.
Uma usina instalada na região projeta moer aproximadamente 3,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nesta safra, volume superior em 171,4 mil toneladas ao registrado no ciclo anterior.
Caso a estimativa seja confirmada, o resultado representará o melhor desempenho operacional dos últimos três anos, mesmo abaixo do recorde alcançado em 2023, quando a moagem ultrapassou 4 milhões de toneladas.
Nos canaviais administrados pelo grupo responsável pela unidade industrial, a colheita teve início ainda em meados de abril. As operações acontecem de forma contínua, com máquinas atuando 24 horas por dia para acelerar o ritmo dos trabalhos no campo.
Atualmente, dos 47 mil hectares cultivados pela empresa, cerca de 39 mil hectares estão em plena fase de produção.
Mesmo com área plantada semelhante à da safra passada, a expectativa para 2026 é de avanço na produtividade agrícola. O bom regime climático registrado nos primeiros meses do ano contribuiu para o desenvolvimento dos canaviais e elevou a confiança dos produtores da região.
Após a colheita mecanizada, a matéria-prima é transportada até a usina por caminhões com capacidade para até 100 toneladas.
Tradicionalmente voltada para a fabricação de açúcar, a unidade industrial deve ampliar nesta temporada o direcionamento da cana para a produção de etanol, acompanhando as perspectivas positivas para o mercado de biocombustíveis.
A safra atual deve seguir até o dia 23 de novembro, período em que o setor espera manter ritmo elevado de moagem e aproveitamento industrial.
O clima de confiança também alcança os fornecedores independentes de cana-de-açúcar. Produtores da região seguem investindo em renovação de áreas, correção de solo e modernização genética das variedades cultivadas.
É o caso do produtor Gerson Delsin, que mantém sete áreas de cultivo no interior paulista e realiza investimentos anuais para elevar a produtividade e garantir maior resistência das lavouras.
A expectativa dos produtores é de uma colheita robusta, sustentada pelo bom desenvolvimento das plantas e pelas condições climáticas favoráveis observadas até o momento.
Além do crescimento esperado na moagem, a estratégia das usinas para a safra 2026 reforça o avanço do etanol no mix de produção do setor sucroenergético.
Com demanda aquecida e maior competitividade do biocombustível no mercado interno, unidades industriais do interior paulista vêm ampliando a destinação da cana para fabricação de etanol, movimento que pode fortalecer a rentabilidade do segmento ao longo da temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias