Cana de Açucar

Minas Gerais eleva investimento em cana-de-açúcar

A indústria de cana-de-açúcar em Minas Gerais vai investir R $ 6 bilhões para expandir uma capacidade de moagem nos próximos oito anos, quando é esperado que se torne o segundo maior estado produtor, atrás apenas de São Paulo.


Publicado em: 16/12/2021 às 17:20hs

Minas Gerais eleva investimento em cana-de-açúcar

O plano de investimento anunciado pela Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) vai impulsionar a safra do terceiro maior estado produtor para 95 milhões de t / ano e não se concentrará apenas em aumentar a produção de açúcar e etanol, mas também a geração de energia a partir da biomassa, a produção de biogás e a irrigação. O estado espera colher apenas 64,8 milhões de t na temporada 2021-22, abaixo da projeção inicial de 72,3 milhões de t, após a safra ser prejudicada pelas geadas.

Minas Gerais tem capacidade para mais 82 milhões de t / ano de cana-de-açúcar, o que deixa da sua capacidade ociosa, de acordo com o presidente da Siamig, Mário Campos, que adicionou o estado “vai ter mais investimentos” , principalmente para expandir a área plantada.

A indústria projeta um aumento na demanda por cana-de-açúcar e seus principais derivados impulsionado pela necessidade de energia sustentável, na forma de biogás e etanol para veículos flex e híbridos, assim como na forma de eletricidade a partir da biomassa.

O setor também projeta um aumento no investimento para a geração de energia. Mas a Siamig destacou a necessidade da estatal Cemig expandir o investimento em transmissão e distribuição de energia elétrica para facilitar a venda de energia gerada a partir da biomassa com a rede.

Investimentos no setor de cana-de-açúcar de etanol foram editados no últimos anos no Brasil, com alta concentração em expandir a indústria de etanol de milho.

Os preços mais altos do açúcar e do etanol, associados com a implementação do RenovaBio, que permite os produtores de biocombustíveis gerarem receita com a emissão e venda de créditos de carbono, ajudaram a retomar o investimento.

Fonte: O Petróleo

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