Cana de Açucar

La Niña Aumenta Risco de Plantas Daninhas nos Canaviais Brasileiros

Fenômeno climático deve intensificar seca na região Centro-Sul, favorecendo proliferação de invasoras; manejo com herbicidas é essencial, e Corteva Agriscience oferece soluções inovadoras


Publicado em: 05/07/2024 às 08:00hs

La Niña Aumenta Risco de Plantas Daninhas nos Canaviais Brasileiros

O Instituto para Clima e Sociedade (IRI) projeta que o fenômeno climático La Niña deve entrar em atividade entre julho e setembro, trazendo resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico. Este fenômeno provoca fortes chuvas no Norte e Nordeste do Brasil e secas no Sul. Na região Centro-Sul, principal produtora de cana-de-açúcar do país, com produção estimada em 592 milhões de toneladas para a safra 2024/25, segundo a Consultoria Datagro, o La Niña deve elevar as temperaturas e reduzir as chuvas, criando condições favoráveis para o aumento da incidência de plantas daninhas nos canaviais.

De acordo com Lucas Perim, engenheiro agrônomo e Gerente de Marketing de Campo da Linha Cana da Corteva Agriscience, a previsão climática indica uma alta possibilidade de infestação de plantas daninhas, incluindo espécies de folhas largas e de difícil controle. Isso ocorre devido ao crescimento mais lento da cana em condições de seca, proporcionando espaço para a proliferação dessas invasoras. "As plantas daninhas podem surgir e causar prejuízos de até 80% na produtividade da cultura, principalmente pela competição por nutrientes, água e luz, além de afetar a qualidade da matéria-prima, a colheita e a longevidade do canavial. Portanto, o controle eficaz dessas plantas é crucial para a produtividade", alerta Perim.

Aumento das Infestações

A presença de plantas daninhas de folhas largas e de difícil controle nos canaviais tem aumentado nos últimos anos, preocupando os produtores. Segundo a Consultoria Kynetec, em 2020, 1,34 milhão de hectares de cana-de-açúcar no país estavam infestados com mamona (Ricinus communis) e mucuna (Mucuna pruriens). Em 2023, esse índice subiu para 1,92 milhão de hectares.

A mamona, além de interferir na produtividade, impacta na colheita ao se transformar em arbusto. Suas sementes podem ser lançadas a longas distâncias, facilitando sua disseminação. Já a mucuna, com seu hábito de entrelaçar nas plantas, atrapalha o desenvolvimento da cana e muitas vezes impede a colheita.

Para enfrentar esse desafio, os produtores devem planejar o manejo do canavial de forma eficiente. A Corteva Agriscience, por meio da Linha Cana, oferece um portfólio de herbicidas, incluindo o lançamento Linear®, um herbicida pré-emergente inovador e altamente eficaz, que pode ser utilizado durante todo o ano em cana planta e soca.

Soluções Inovadoras

Desenvolvido para auxiliar no controle das plantas daninhas que impactam a produtividade e rentabilidade do canavial, Linear® é altamente seletivo e flexível, podendo ser aplicado em todas as fases da cultura. Sua formulação inclui três moléculas, uma delas inédita na cana-de-açúcar, e proporciona controle de pós-emergência caso a planta daninha já tenha se desenvolvido. O herbicida pode ser aplicado via trator, drone ou aeronave.

A aplicação de Linear® pode ser combinada com outros herbicidas da Linha Cana, como Coact® e Combine® 500 SC. Coact® é eficaz no controle de plantas infestantes de folhas largas e estreitas e pode ser aplicado em pré e pós-emergência. Combine® 500 SC é um herbicida sistêmico, seletivo e recomendado para o controle de plantas monocotiledôneas e dicotiledôneas em pré-emergência.

Resultados em Campo

Em testes de pré-emergência, o manejo de Linear® associado ao Coact® atingiu 95% de controle de mamona após 30 dias da aplicação em Santo Antônio da Barra (GO). Em Ribeirão Preto (SP), o mesmo tratamento atingiu 99% de eficiência contra mucuna. Esses estudos foram conduzidos pela equipe da Corteva em parceria com consultores e professores especialistas.

Além dos herbicidas, a Linha Cana da Corteva oferece um portfólio em constante evolução, incluindo inseticidas, fungicidas, maturadores, soluções biológicas e inibidores de florescimento e isoporização, apoiando os produtores nos desafios diários do canavial.

Fonte: Portal do Agronegócio

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