Publicado em: 03/03/2026 às 07:30hs
A modernização da cafeicultura brasileira avança desde as etapas iniciais de produção. A adoção de tecnologias que antes se concentravam nas lavouras agora se estende também aos viveiros, fase fundamental para a formação de mudas mais resistentes e produtivas. Um exemplo desse movimento é o projeto desenvolvido pela Hydra Irrigações, empresa capixaba pioneira na distribuição da Netafim no Brasil, que está implantando um sistema de irrigação de alta precisão na nova unidade do Viveiro Babilon, em Itamaraju, no extremo sul da Bahia.
A Hydra Irrigações aposta na tecnificação da produção de mudas como um passo decisivo para profissionalizar toda a cadeia do café. De acordo com o engenheiro agrônomo e diretor da empresa, Elidio Torezani, o setor vive uma transformação que começa na base da lavoura.
“A tecnologia deixou de ser exclusividade do campo aberto. Hoje ela chega com força aos viveiros, mostrando que a profissionalização da cafeicultura precisa começar na muda”, afirma Torezani.
O Viveiro Babilon, tradicional produtor de mudas no Espírito Santo, amplia agora suas operações para a Bahia, atraído pelo potencial agrícola da região e pela logística mais eficiente para distribuição. A nova unidade é o primeiro passo da expansão interestadual da empresa.
Projetado para produzir até 6 milhões de mudas por ciclo e 12 milhões por ano, o novo viveiro aposta em inovação e escala. Todas as mudas serão formadas com o sistema paperpot, tecnologia que vem ganhando espaço no país por proporcionar melhor enraizamento, uniformidade e sanidade das plantas.
Segundo Torezani, o investimento tecnológico desde a origem da planta transforma os resultados no campo:
“Quando se investe em tecnologia desde a formação da muda, o produtor inicia a lavoura em outro patamar de produtividade e qualidade.”
O sistema desenvolvido pela Hydra Irrigações incorpora automação total e fertirrigação inteligente, com controle remoto e monitoramento online. Equipamentos conectados à internet permitem ajustes instantâneos na dosagem de água e nutrientes, garantindo eficiência e economia.
“Em muitos viveiros ainda se trabalha com sistemas convencionais ou até sem fertirrigação. Aqui, o controle é totalmente automatizado, o que assegura nutrição equilibrada e um padrão superior de mudas”, explica Torezani.
Essa precisão tecnológica resulta em melhor aproveitamento de insumos, uniformidade das plantas e redução de perdas no processo de enraizamento.
Os benefícios obtidos na fase de muda têm impacto direto nas lavouras de café, com melhor pegamento no plantio, maior sanidade e crescimento mais equilibrado ao longo do ciclo produtivo.
“O produtor que começa a lavoura com uma muda de qualidade reduz riscos e ganha eficiência desde o início. Problemas na fase de muda costumam acompanhar a planta por toda a vida produtiva”, reforça o engenheiro.
A implantação do novo viveiro teve início em dezembro de 2025 e está sendo realizada em etapas. Parte da estrutura já opera com as primeiras mudas em fase de crescimento, e a previsão é que a conclusão total ocorra até o final de março de 2026.
Para Elidio Torezani, o projeto demonstra como a inovação pode transformar o futuro da cafeicultura:
“Quando a tecnologia começa na muda, toda a cadeia produtiva se fortalece. O resultado é um café mais competitivo, sustentável e de alta qualidade.”
Fonte: Portal do Agronegócio
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