Publicado em: 02/10/2015 às 09:20hs
Alguns cafeicultores tiveram a oportunidade de promover seus cafés para degustação durante a Semana Internacional do Café e, com isso, a possibilidade de fechar negócio direto com o comprador. O evento, que aconteceu entre os dias 24 e 26 de setembro, em Belo Horizonte, Minas Gerais, promoveu a comercialização direta, sem intermediários, entre produtor e comprador. “Os cafés, de diferentes produtores e fazendas, foram expostos nas salas de cupping para serem degustados e avaliados por profissionais do setor e compradores nacionais e internacionais”, afirma o assessor técnico da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fernando Rati.
De acordo com o assessor, essa comercialização com os compradores nacionais e internacionais favorece os produtores de café, já que estes conseguem vender seus grãos a preços melhores por negociarem e comercializarem direto com o comprador. “O comprador já está costumado a degustar o café e, considerando as características sensoriais como a fragrância, o corpo, a acidez e a doçura, ele consegue determinar se há demanda e, também, em qual mercado este café poderia ser posicionado. E, na maioria das vezes, quando os compradores realmente gostam do produto, pagam um valor mais alto pela saca. Esta relação de compra e venda é chamada de “Direct Trade”, ou seja, negociação direta com o produtor”, explica.
Cafés Especiais – A Semana Internacional do Café promoveu palestras, debates, degustações e também simpósios. No sábado (26/09), aconteceu o Re:Verb – 1º Simpósio de Cafés Especiais, que reuniu quatro palestrantes internacionais para discutir a importância desses cafés e apresentar as oportunidades de mercados a proprietários de cafeterias, torrefadores, traders de café, cooperativas, baristas e demais profissionais do setor cafeeiro.
“O Seminário foi uma oportunidade para os participantes perceberem que esse nicho de mercado está em crescimento e precisamos melhorar ainda mais nossa comunicação com o exterior, divulgando a qualidade e variedade de café que temos no País. Diversos compradores comentaram que a constância de fornecimento em quantidade e qualidade é um dos principais fatores decisivos para compra de café, e no Brasil, eles ainda têm dificuldade em encontrar um fornecedor com esse perfil”, destaca Fernando.
Conforme dados da Brazil Specialty Coffee Association (BSCA), a demanda por cafés especiais cresce 15% a cada ano, já o café commoditie cresce 3% ao ano. Fernando Rati explica que o café é caracterizado como especial a partir do momento que ele recebe uma pontuação acima de 80 considerando a metodologia da SCAA (Specialty Coffee Association of America).
Fonte: Assessoria de Comunicação CNA
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