Publicado em: 22/03/2024 às 19:20hs
Durante a última semana, observou-se estabilidade nos preços do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e do robusta na Bolsa de Londres. No Brasil, os preços também registraram avanço para os produtores, impulsionados pelo cenário das bolsas e pela taxa de câmbio favorável, próxima a R$ 5,00. Além disso, a oferta permanece limitada antes do início da colheita da safra 2024.
Entretanto, em Nova York, o mercado continua preso em uma faixa entre 180 e 190 centavos de dólar por libra-peso. Essa estagnação persiste há algum tempo, refletindo um período de transição após o forte rally no final do ano passado.
O consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, destaca que esse comportamento lateral está relacionado às incertezas financeiras, com investidores aguardando definições sobre a política monetária dos Estados Unidos. Apesar das expectativas de um início no ciclo de corte de juros nos EUA em junho, pouco mudou na percepção dos investidores, mantendo a cautela e interferindo nos preços do café no curto prazo.
Quanto aos fundos, embora haja um sinal sutil de redução nas posições compradas, ainda mantêm uma carteira líquida comprada considerável. Enquanto isso, os estoques certificados de café na bolsa de NY continuam aumentando, atualmente em 560 mil sacas, a maioria armazenada em Antuérpia, na Bélgica.
Em Londres, o café robusta continua valorizado devido à produção reduzida no Vietnã e Indonésia, problemas no Mar Vermelho e à retração do vendedor asiático, especialmente o vietnamita. Isso resultou em um descolamento positivo do robusta em relação ao arábica.
No mercado físico brasileiro, os preços continuam sendo influenciados pelas bolsas, com movimento cadenciado e oferta limitada. Alguns cafés, como o arábica "bebida fraca", estão registrando valores elevados, como o café rio tipo 7 na Zona da Mata de Minas, que alcançou R$ 915,00 a saca.
Em resumo, a semana foi marcada por estabilidade nos preços do café, com o mercado atento às nuances tanto internacionais quanto locais, enquanto se prepara para as mudanças sazonais que influenciarão os próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
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