Publicado em: 09/05/2024 às 10:30hs
Após uma sequência de ajustes, o mercado de café voltou a registrar uma tendência de alta tanto nos preços do arábica em Nova York quanto no robusta em Londres. A falta de grandes novidades nos fundamentos sugere que as oscilações podem estar relacionadas a fatores climáticos nas principais regiões produtoras e ao início da safra brasileira.
Por volta das 9h39 (horário de Brasília), os contratos futuros do arábica para julho de 2024 subiram 165 pontos, negociados a 199,20 cents/lbp. Os contratos para setembro/24 tiveram um aumento de 160 pontos, cotados a 197,85 cents/lbp, enquanto os contratos de dezembro/24 subiram 155 pontos, fechando em 196,55 cents/lbp. Já os contratos de março/25 tiveram alta de 140 pontos, sendo negociados a 196,40 cents/lbp.
Em Londres, o robusta para julho/24 aumentou US$ 51 por tonelada, chegando a US$ 3.465 por tonelada. Os contratos para setembro/24 subiram US$ 57, ficando em US$ 3.395 por tonelada, enquanto os contratos de novembro/24 tiveram alta de US$ 65, sendo negociados a US$ 3.324 por tonelada. Por fim, os contratos para janeiro/25 aumentaram US$ 69, atingindo US$ 3.232 por tonelada.
Apesar do dólar também estar em alta na manhã desta quinta-feira, o mercado de café continuou a subir. No mesmo horário, a moeda americana apresentava um aumento de 1,10%, sendo negociada a R$ 5,15 na venda.
De acordo com uma análise da Reuters, a valorização do dólar pode estar relacionada a uma decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que recentemente optou por uma desaceleração no ritmo de corte da Selic. Essa mudança levantou preocupações sobre o perfil do colegiado e trouxe incerteza ao cenário econômico nacional e internacional.
Os movimentos do mercado de café e do câmbio estão entrelaçados, refletindo uma combinação de fatores locais e globais. No momento, a atenção está voltada para as condições climáticas e o desenrolar da safra brasileira, que devem impactar a trajetória futura dos preços do café.
Fonte: Portal do Agronegócio
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