Publicado em: 02/06/2026 às 11:35hs
Uma ampla operação de fiscalização realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e órgãos estaduais e municipais de defesa do consumidor, resultou na apreensão de mais de 82 toneladas de produtos irregulares relacionados à cadeia produtiva do café.
A ação ocorreu entre os dias 25 e 28 de maio e teve como foco identificar, fiscalizar e retirar de circulação produtos com indícios de adulteração ou em desacordo com os padrões exigidos pela legislação brasileira.
As operações foram realizadas nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Espírito Santo, além do Distrito Federal, envolvendo uma força-tarefa composta por órgãos federais, estaduais e municipais.
Durante a operação, foram realizadas 84 ações de fiscalização em estabelecimentos ligados à produção, distribuição e comercialização de café.
Do total de empresas inspecionadas, 19 tiveram suas atividades interditadas, o equivalente a 32,8% dos estabelecimentos fiscalizados, em razão da constatação de irregularidades.
As equipes apreenderam 82.014 quilos de produtos relacionados à cadeia cafeeira. Desse volume, 5.944 quilos correspondem a café torrado e moído pronto para comercialização, enquanto outros 76.070 quilos eram compostos por matérias-primas utilizadas na fabricação dos produtos.
Segundo os órgãos envolvidos, os materiais recolhidos apresentavam indícios de irregularidades que exigem análises complementares e procedimentos administrativos para apuração das responsabilidades.
Além das inspeções realizadas em indústrias e unidades de beneficiamento, os Procons estaduais e municipais intensificaram a fiscalização em supermercados e estabelecimentos varejistas, especialmente nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O objetivo foi identificar produtos suspeitos nas prateleiras e impedir que mercadorias potencialmente adulteradas chegassem ao consumidor final.
As autoridades destacam que os itens apreendidos não representam a qualidade do café brasileiro nem a produção regular da cadeia cafeeira nacional, reconhecida mundialmente por seus elevados padrões de qualidade.
O foco da operação foi justamente retirar do mercado produtos que possam comprometer a confiança do consumidor, causar concorrência desleal e gerar prejuízos aos produtores e às indústrias que atuam dentro da legalidade.
O trabalho de investigação foi sustentado por um amplo sistema de monitoramento do mercado, que reuniu informações provenientes de diferentes fontes.
Entre elas estão denúncias encaminhadas pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), além de registros feitos por consumidores por meio da plataforma Fala.Br, canal oficial do governo federal para recebimento de manifestações da sociedade.
As informações recebidas contribuíram para direcionar as fiscalizações e ampliar a efetividade das ações de controle e rastreamento dos produtos suspeitos.
O Brasil ocupa a posição de maior produtor e exportador mundial de café, além de figurar entre os maiores consumidores da bebida. Nesse contexto, ações de fiscalização são consideradas estratégicas para garantir a integridade da cadeia produtiva e preservar a reputação do produto brasileiro nos mercados interno e externo.
O combate à adulteração e às fraudes comerciais também é fundamental para assegurar condições justas de concorrência, proteger a renda dos produtores rurais e manter a confiança dos consumidores.
A expectativa dos órgãos fiscalizadores é que novas operações sejam realizadas ao longo do ano, reforçando a vigilância sobre a cadeia produtiva e ampliando os mecanismos de controle de qualidade dos produtos comercializados no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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