Publicado em: 24/09/2024 às 11:00hs
O mercado físico de café no Brasil deve experimentar uma terça-feira de negociações lentas. A alta de mais de 2% nos contratos futuros de café na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) é um fator que impulsiona os preços no mercado interno. No entanto, a desvalorização do dólar frente ao real pode dificultar as exportações, levando os produtores a adotar uma postura mais cautelosa, negociando apenas conforme a necessidade.
Na segunda-feira (23), os preços do café no Brasil registraram uma alta significativa, reflexo dos ganhos expressivos do arábica em Nova York e do robusta em Londres. Porém, essas elevações bruscas nas bolsas geraram incertezas entre os compradores, ampliando a diferença entre as ofertas de compra e venda. O mercado mostrou-se nervoso diante desse cenário, resultando em poucas negociações, principalmente em lotes menores, com os agentes aguardando a movimentação das bolsas neste início de semana.
No sul de Minas Gerais, o café arábica de bebida boa com 15% de catação foi cotado entre R$ 1.480,00 e R$ 1.485,00, uma alta em comparação com os valores anteriores de R$ 1.420,00 a R$ 1.425,00. No cerrado mineiro, o arábica de bebida dura com 15% de catação registrou preços de R$ 1.500,00 a R$ 1.505,00, contra os R$ 1.430,00 a R$ 1.435,00 do dia anterior.
Já na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica "rio" tipo 7, com 20% de catação, foi cotado entre R$ 1.220,00 e R$ 1.225,00 por saca, em comparação aos R$ 1.190,00 a R$ 1.195,00 da segunda-feira. Em Vitória, Espírito Santo, o conilon tipo 7 registrou valores de R$ 1.505,00 a R$ 1.510,00 por saca, contra os R$ 1.445,00 a R$ 1.455,00 do dia anterior, enquanto o tipo 7/8 foi cotado entre R$ 1.500,00 e R$ 1.505,00, frente aos R$ 1.440,00 a R$ 1.450,00 do dia anterior.
As exportações brasileiras de café em grão, até o momento em setembro de 2024, somam 2.659.650 sacas de 60 quilos, considerando 15 dias úteis, com uma receita total de US$ 701,882 milhões. A média diária de embarque foi de 177.310 sacas, enquanto a receita diária média alcançou US$ 46,792 milhões, com um preço médio de US$ 263,90 por saca.
Comparando com setembro de 2023, a receita média diária das exportações cresceu 63,1%, enquanto o volume médio diário embarcado subiu 19,7%. O preço médio por saca aumentou 36,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Estes dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Os contratos de café com entrega em dezembro de 2024 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) registraram uma alta de 2,14%, cotados a 269,30 centavos de dólar por libra-peso. Na segunda-feira, o mesmo contrato fechou a 263,65 centavos de dólar por libra-peso, com um aumento de 12,90 centavos, ou 5,1%.
Enquanto isso, o dólar comercial teve uma queda de 0,76%, sendo cotado a R$ 5,4920. O Dollar Index, que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de moedas estrangeiras, recuou 0,06%, atingindo 100,79 pontos.
As principais bolsas da Ásia fecharam em alta, com Xangai subindo 4,15% e o Japão com ganho de 0,57%. Na Europa, as bolsas também operam em alta: Paris sobe 1,26%, Frankfurt 0,65% e Londres 0,16%. No mercado de petróleo, o barril do WTI com entrega em outubro registrou alta de 2,27%, sendo cotado a US$ 71,95 em Nova York.
Fonte: Portal do Agronegócio
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