Publicado em: 09/02/2026 às 11:10hs
O mercado futuro do café apresentou movimentos mistos na manhã desta segunda-feira (9), refletindo as novas projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que indicam uma safra recorde no Brasil para 2026. Segundo o levantamento divulgado na última quinta-feira (5), a produção nacional deve crescer 17,2% em relação ao ano anterior, alcançando 66,2 milhões de sacas.
O destaque fica para o café arábica, cuja produção deve aumentar 23,2%, somando 44,1 milhões de sacas, impulsionada pelas boas condições climáticas. Já o robusta (conilon) também terá incremento, com avanço de 6,3%, totalizando 22,1 milhões de sacas.
Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) ressaltam que as chuvas regulares em janeiro e o bom nível de umidade observado no início de fevereiro contribuem para o enchimento dos grãos, etapa crucial para a formação da safra.
Essas condições reforçam o otimismo do setor com a recuperação produtiva após anos de adversidades climáticas.
Apesar das perspectivas positivas para o Brasil, analistas alertam que o mercado internacional segue atento aos níveis reduzidos dos estoques mundiais. O desequilíbrio entre oferta e demanda deve persistir por pelo menos duas safras, o que pode limitar quedas mais expressivas nos preços e manter o mercado volátil.
Por volta das 9h50 (horário de Brasília), os contratos futuros do arábica na Bolsa de Nova York registravam quedas expressivas:
Em contrapartida, os contratos de robusta na Bolsa de Londres mostraram movimento positivo:
Com a proximidade da colheita e a confirmação das boas condições climáticas, o mercado deve seguir reagindo às estimativas de oferta ampliada no Brasil — principal produtor e exportador mundial de café. No entanto, a pressão dos estoques internacionais e o ritmo da demanda global continuarão ditando o comportamento das cotações nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
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