Publicado em: 26/01/2026 às 11:40hs
Os preços do café começaram a semana com forte volatilidade nas principais bolsas internacionais. Nesta segunda-feira (26), os contratos futuros seguiram em direções opostas entre Nova York e Londres, refletindo um cenário de oferta limitada, clima irregular e tensões geopolíticas que afetam diretamente o mercado global da commodity.
De acordo com relatório do Itaú BBA, o comportamento do clima nas principais regiões produtoras brasileiras seguirá como fator determinante para a formação dos preços nas próximas semanas.
O período atual é considerado decisivo para o processo de granação, etapa essencial para a qualidade dos grãos e definição da produtividade.
O banco destaca ainda que o ambiente geopolítico turbulento adiciona volatilidade ao mercado. Tensões recentes nas relações entre Estados Unidos e Colômbia, além de especulações sobre possíveis impactos diplomáticos envolvendo o Brasil, têm alimentado incertezas sobre o comércio internacional do café.
Dados do Barchart apontam que a queda nas exportações brasileiras tem contribuído para o movimento de pressão nos preços.
Segundo o Cecafé, em dezembro de 2025, o Brasil exportou 2,86 milhões de sacas de café verde, volume 18,4% menor em relação ao mesmo período do ano anterior.
Essa redução no fluxo de exportações tem limitado a oferta global, provocando ajustes de preços e maior atenção dos investidores sobre a disponibilidade do produto no mercado internacional.
Por volta das 9h20 (horário de Brasília), os preços do café apresentavam movimentos mistos:
Esses movimentos refletem um mercado altamente sensível às mudanças climáticas e às perspectivas de oferta, mantendo o padrão de instabilidade que marcou o início de 2026.
Especialistas afirmam que, nas próximas semanas, o comportamento dos preços seguirá condicionado a três fatores principais:
Enquanto o mercado busca equilíbrio, analistas reforçam que o cenário de curto prazo tende a permanecer altamente volátil, exigindo atenção redobrada dos produtores e agentes do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
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