Publicado em: 27/06/2024 às 11:00hs
O mercado físico brasileiro de café projeta uma quinta-feira com atividades moderadas. Com o avanço dos preços em Nova York, os mercados locais são beneficiados, enquanto a queda do dólar frente ao real pode limitar as exportações. Diante desse cenário, produtores adotam uma postura cautelosa, negociando conforme as demandas do mercado.
Na quarta-feira (26), o mercado brasileiro de café enfrentou uma redução nos preços devido às perdas nas bolsas de Nova York e Londres, exercendo pressão sobre o mercado interno. Os produtores responderam moderadamente às quedas consecutivas, ajustando suas ofertas de acordo com as condições do mercado.
Segundo a Safras Consultoria, apesar das quedas recentes, os preços internos ainda mantêm-se em níveis relativamente favoráveis em comparação com períodos anteriores, incentivando uma movimentação cautelosa nas negociações.
No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação variou entre R$ 1.330,00/1.335,00 a saca, enquanto no cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação foi cotado entre R$ 1.335,00/1.340,00.
Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, registrou preço de R$ 1.180,00/1.185,00 a saca. Em Vitória, Espírito Santo, o conilon tipo 7 oscilou entre R$ 1.205,00/1.210,00 a saca.
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) diminuíram para 808.459 sacas de 60 quilos até 26 de junho de 2024, uma queda de 33.975 sacas em relação ao dia anterior.
Os contratos com entrega em setembro/24 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) registraram uma alta de 1,93%, cotados a 228,70 centavos de dólar por libra-peso. Enquanto isso, o dólar comercial apresentou queda de 0,42%, sendo negociado a R$ 5,4949.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa, enquanto as europeias operam com resultados mistos. O petróleo, por sua vez, manteve-se em alta, com o barril do WTI em NY cotado a US$ 81,43 (+0,65%).
Este panorama reflete a complexidade e as interações do mercado global de café, onde fatores locais e internacionais influenciam diretamente nas estratégias e decisões dos produtores e negociadores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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