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Exportações globais de café verde recuam 4,1% em maio; embarques de arábica brasileiro seguem em forte queda

Relatório da Organização Internacional do Café mostra retração nas exportações mundiais de café verde, puxada pela queda dos embarques de arábica "Brazil Naturals", enquanto o robusta avança impulsionado pelo Brasil.


Publicado em: 13/07/2026 às 20:00hs

Exportações globais de café verde recuam 4,1% em maio; embarques de arábica brasileiro seguem em forte queda

As exportações globais de café verde registraram queda de 4,1% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 10,8 milhões de sacas de 60 quilos. Os dados foram divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC) e refletem, principalmente, a forte redução nos embarques da variedade arábica Brazil Naturals, segmento que acumula quinze meses consecutivos de retração.

O desempenho reforça o cenário de menor disponibilidade de café arábica no mercado internacional, enquanto o robusta continua ganhando espaço nas exportações globais.

Exportações acumuladas também apresentam retração

De acordo com a OIC, o volume acumulado das exportações mundiais de café verde na temporada 2025/26 apresenta queda de 1,1% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

O resultado evidencia um mercado ainda impactado pela menor oferta de cafés arábica em importantes países produtores, especialmente o Brasil.

Café arábica brasileiro lidera as perdas

O maior recuo foi registrado nos embarques da categoria Brazil Naturals, composta majoritariamente por cafés arábica produzidos no Brasil.

Em maio, as exportações dessa variedade caíram 17,2%, somando 2,73 milhões de sacas. O desempenho negativo marca o 15º mês consecutivo de retração para esse segmento, refletindo a menor disponibilidade do produto e os efeitos das safras anteriores.

O café arábica da categoria Colombian Milds também apresentou redução nas exportações. Os embarques caíram 1,7%, alcançando 980 mil sacas no período.

Já os chamados Outros Suaves, igualmente pertencentes ao grupo dos cafés arábica, registraram retração de 2,8%, totalizando 2,75 milhões de sacas exportadas.

Robusta avança e Brasil amplia participação

Na contramão do arábica, o café robusta manteve trajetória positiva no comércio internacional.

As exportações globais da variedade cresceram 4,8% em maio, atingindo 4,34 milhões de sacas. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo Brasil, cujos embarques de robusta dispararam 195,6% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 610 mil sacas.

O robusta é amplamente utilizado pela indústria de café solúvel e em blends destinados ao consumo mundial, segmento que continua apresentando demanda consistente.

Mercado acompanha mudança no perfil da oferta global

Os números divulgados pela Organização Internacional do Café reforçam uma tendência observada nos últimos meses: enquanto a oferta mundial de cafés arábica permanece mais restrita, o robusta amplia sua participação no comércio internacional.

Esse movimento pode influenciar o equilíbrio entre oferta e demanda ao longo da temporada, impactando tanto as estratégias de exportação dos países produtores quanto a formação dos preços internacionais do café.

Com o Brasil consolidado como maior produtor e exportador mundial de café, o comportamento das próximas safras e o ritmo dos embarques continuarão sendo determinantes para a dinâmica do mercado global da commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

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