Publicado em: 28/01/2026 às 17:00hs
As exportações brasileiras de café não torrado encerraram a quarta semana de janeiro de 2026 com desempenho misto: queda no volume embarcado, mas avanço expressivo no preço médio negociado.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta segunda-feira (26), a média diária exportada do produto caiu 43,6% em relação ao mesmo período de 2025, passando de 11,152 mil toneladas para 6,294 mil toneladas.
Nos 16 dias úteis de janeiro de 2026, o total embarcado somou 100,705 mil toneladas, enquanto em janeiro de 2025, com 22 dias úteis, o volume foi de 245,358 mil toneladas.
Apesar da retração, o preço médio do café não torrado alcançou US$ 7.100,30 por tonelada, um avanço de 31,2% frente ao valor médio registrado em janeiro de 2025 (US$ 5.410,10), o que ajudou a sustentar o faturamento das exportações.
O faturamento total com as exportações de café não torrado nos 16 primeiros dias úteis de 2026 foi de US$ 715,04 milhões, contra US$ 1,327 bilhão obtidos em janeiro de 2025.
Em média, a receita diária das exportações ficou em US$ 44,69 milhões, representando queda de 25,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o resultado diário atingia US$ 60,33 milhões.
Mesmo com a redução no volume embarcado, o aumento do preço internacional e a valorização do produto ajudaram o Brasil a manter saldo positivo na balança comercial do café.
Os embarques de café torrado, extratos, essências e concentrados também apresentaram retração na comparação anual. Nos 16 dias úteis de janeiro de 2026, foram exportadas 325 toneladas, número 33,9% inferior ao das 491 toneladas embarcadas nos 22 dias de janeiro de 2025.
No total, o volume acumulado até a quarta semana de janeiro de 2026 foi de 5,204 mil toneladas, ante 10,821 mil toneladas exportadas em janeiro de 2025.
O faturamento total do segmento chegou a US$ 62,865 milhões neste início de ano, enquanto em janeiro de 2025 o valor havia sido de US$ 126,202 milhões — uma redução de quase 50%.
A média diária de receita caiu 31,5%, passando de US$ 5,736 milhões para US$ 3,929 milhões.
Mesmo com a queda no volume embarcado, o preço médio do café torrado apresentou um ganho de 3,6%. O valor negociado nos 16 dias úteis de janeiro de 2026 foi de R$ 12.078,70 por tonelada, ante R$ 11.662,10 no mesmo período de 2025.
Esse avanço reflete maior valorização dos produtos processados, reforçando o papel do Brasil não apenas como exportador de grãos, mas também como fornecedor de cafés de maior valor agregado no mercado internacional.
Analistas destacam que o cenário de preços firmes, mesmo diante de um menor volume exportado, demonstra resiliência do setor cafeeiro brasileiro frente à volatilidade do mercado internacional e à variação cambial.
A expectativa para os próximos meses é de manutenção da demanda global, especialmente com o avanço da safra 2026/27 e a recuperação gradual dos embarques, impulsionados pela alta na cotação internacional e pela qualidade do café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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