Publicado em: 13/05/2026 às 19:20hs
As exportações brasileiras de café totalizaram 3,122 milhões de sacas de 60 quilos em abril de 2026, registrando leve alta de 0,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar do avanço no volume embarcado, a receita cambial do setor apresentou forte retração de 17,7%, somando US$ 1,109 bilhão no período.
Os dados fazem parte do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
Em abril de 2025, o Brasil havia exportado 3,105 milhões de sacas, com receita de US$ 1,347 bilhão.
Segundo o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, Márcio Ferreira, o crescimento nos embarques reflete principalmente a entrada dos cafés canéforas da nova safra, especialmente conilon e robusta.
“Em abril, já foi possível observar a entrada de conilon e robusta colhidos neste ano, que se somam a alguns cafés remanescentes da colheita anterior”, afirma.
Por outro lado, a redução da receita cambial foi influenciada pela queda das cotações internacionais do café em relação ao ano passado.
No acumulado dos dez primeiros meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e abril de 2026, o Brasil exportou 32,247 milhões de sacas de café, volume 19,4% inferior ao registrado no mesmo intervalo da temporada anterior.
Apesar da retração nos embarques, a receita cambial acumulada cresceu 0,8%, alcançando US$ 12,551 bilhões.
Já no ano civil de 2026, entre janeiro e abril, as exportações brasileiras somaram 11,619 milhões de sacas, queda de 16,1% frente aos 13,843 milhões embarcados no primeiro quadrimestre de 2025.
A receita cambial no período chegou a US$ 4,490 bilhões, recuo de 14,4% na comparação anual.
Segundo Ferreira, o desempenho mais fraco já era esperado pelo setor devido à menor disponibilidade de café arábica remanescente da safra anterior.
O café Café Arábica segue como principal produto exportado pelo Brasil em 2026.
Entre janeiro e abril, os embarques da variedade somaram 8,984 milhões de sacas, equivalentes a 77,3% do total exportado pelo país, apesar da queda de 23,4% frente ao mesmo período do ano passado.
O segmento de café solúvel aparece na sequência, com 1,338 milhão de sacas exportadas e crescimento de 4,1%.
Já os cafés canéforas — conilon e robusta — registraram forte avanço. Os embarques atingiram 1,284 milhão de sacas, alta de 58,8% na comparação anual.
Segundo o Cecafé, apenas em abril as exportações de robusta e conilon cresceram 374% frente ao mesmo mês de 2025.
A Alemanha permaneceu como principal destino do café brasileiro no primeiro quadrimestre de 2026.
O país importou 1,563 milhão de sacas, volume equivalente a 13,4% das exportações totais do Brasil no período.
Na sequência aparecem:
Os Estados Unidos registraram a maior retração proporcional entre os principais compradores, com queda de 41,5% nos embarques.
Os cafés diferenciados — categoria que engloba produtos especiais, sustentáveis e certificados — responderam por 17,9% das exportações brasileiras no primeiro quadrimestre de 2026.
Os embarques desse segmento totalizaram 2,076 milhões de sacas, com receita de US$ 919,888 milhões.
O preço médio dos cafés diferenciados ficou em US$ 443,03 por saca.
Mesmo com a retração nos volumes exportados, o segmento segue estratégico para agregação de valor e ampliação da competitividade do café brasileiro no mercado internacional.
O Porto de Santos permaneceu como principal corredor logístico das exportações brasileiras de café no primeiro quadrimestre de 2026.
O terminal respondeu por 74,7% dos embarques totais, com movimentação de 8,678 milhões de sacas.
Na sequência aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, com 2,476 milhões de sacas exportadas, e o Porto de Paranaguá, responsável por 132,487 mil sacas.
O desempenho das exportações segue sendo acompanhado de perto pelo mercado, especialmente diante das oscilações nas cotações internacionais e da evolução da nova safra brasileira de café.
Fonte: Portal do Agronegócio
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