Publicado em: 19/03/2026 às 10:30hs
A exportação de café da Cooxupé, maior cooperativa exportadora do Brasil, deve registrar queda em 2026, refletindo diretamente os impactos de uma safra menor em 2025. A estimativa é de que os embarques atinjam 4,4 milhões de sacas de 60 kg, cerca de 500 mil sacas abaixo do volume exportado no ano anterior.
De acordo com a cooperativa, a redução nas exportações está ligada à menor produção registrada em 2025, o que limita a disponibilidade de café para embarque, especialmente ao longo do primeiro semestre de 2026.
Esse cenário reforça o impacto direto do ciclo produtivo do café sobre a dinâmica das exportações, com efeitos que se estendem para o ano seguinte.
Outro fator que segue pressionando os embarques é o desempenho das vendas para os Estados Unidos, maior consumidor global de café. Segundo a cooperativa, os volumes exportados ao país ainda não retornaram aos níveis considerados normais.
O mercado segue refletindo os efeitos do período em que o café brasileiro foi taxado pela administração do ex-presidente Donald Trump, entre agosto e novembro do ano passado, o que impactou o fluxo comercial.
Considerando tanto o mercado externo quanto o interno, a Cooxupé projeta embarques totais de 5,8 milhões de sacas em 2026, abaixo das 6,4 milhões de sacas registradas em 2025.
A retração reforça o cenário de menor disponibilidade de produto ao longo do ano, especialmente nos primeiros meses.
Apesar da queda prevista no curto prazo, a expectativa é de recuperação a partir do segundo semestre de 2026, com a entrada da nova safra no mercado.
Com uma produção maior projetada para 2026, a cooperativa deverá ampliar os embarques na segunda metade do ano, à medida que houver maior disponibilidade de café.
O cenário mais positivo deve se consolidar em 2027. Com o aumento da produção em 2026, a tendência é de formação de estoques mais robustos, o que deve favorecer o avanço das exportações, especialmente no primeiro semestre do ano seguinte.
A expectativa é de que esse movimento contribua para uma normalização gradual dos embarques e maior equilíbrio no fluxo comercial da cooperativa.
Fonte: Portal do Agronegócio
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