Publicado em: 22/03/2024 às 12:50hs
Aproximando-se do início da safra de café arábica de 2024, a Cooxupé atualizou os números esperados para este ciclo durante a coletiva realizada na Femagri, na manhã desta quinta-feira (21).
Prevendo um modesto aumento em comparação com o ciclo anterior, a cooperativa estima receber 7 milhões de sacas, representando um crescimento de 7,7%. Destas, 5,5 milhões seriam provenientes de cooperados, enquanto o restante viria de terceiros. A próxima avaliação está programada para maio, a cargo dos técnicos da Cooxupé.
Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé, divulgou os dados e destacou que, no Cerrado Mineiro, a produção tende a ser menor em relação ao período anterior, enquanto no Sul de Minas Gerais e nas Matas de Minas há expectativa de leve aumento. São Paulo deve manter uma produção próxima à do ano passado.
O momento atual é considerado favorável para os produtores de café. Os preços em Nova York estão atrativos, inclusive para trocas, e as condições climáticas também favorecem o desenvolvimento final dos frutos.
Quanto à comercialização, a Cooxupé relata maior participação dos produtores, com 82% da safra de 2023 já comercializada e cerca de 18% da safra de 2024 já vendida.
Osvaldo Bachião Filho, vice-presidente da Cooxupé, enfatizou a importância de os produtores estarem atentos ao mercado. Comentou que "o café de US$ 200 paga a conta", destacando a necessidade de considerar o mercado na compra e venda.
Em relação à volatilidade dos preços e ao mercado internacional, Luís Fernando Reis, gerente comercial, alerta para a persistência da instabilidade. Ele ressalta a necessidade de os produtores estarem preparados para enfrentar possíveis pressões no mercado.
Apesar dos bons volumes de café exportados pelo Brasil nos primeiros meses de 2023, Luís Fernando aponta que os problemas logísticos persistem, especialmente na infraestrutura portuária do país. Atrasos em 75% dos navios no Porto de Santos e questões geopolíticas afetam a logística global, resultando em estoques historicamente baixos nos destinos.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias