Publicado em: 08/12/2015 às 19:10hs
Na próxima quarta-feira (9/12), na sede do Sindicato das Indústrias de Café de Minas Gerais, em Belo Horizonte, um grupo de até 10 consumidores vai integrar o Júri Popular que ajudará na seleção dos 11 lotes finalistas do 12º Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café. A criação deste inédito júri foi idealizada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) com o objetivo de incluir a opinião e percepção sensorial dessas pessoas, que gostam de café, na escolha dos melhores grãos do Brasil.
Os trabalhos serão realizados no laboratório do Sindicafé – MG das 13h às 15h, e começam com uma apresentação teórica sobre análise sensorial e qualidade do café, que será feita por técnicos da ABIC. Na sequência, os consumidores provarão separadamente e às cegas (sem saber a origem) o café de cada lote, preparado em filtro, e farão a seleção seguindo a metodologia da escala hediônica, expressando o grau de gostar ou desgostar, de forma geral, ou em relação a um atributo específico (fragrância, aroma, acidez, amargor, adstringência, corpo e sabor). A ABIC optou por este tipo de avaliação por ser amplamente utilizada na mensuração de atributos sensoriais de alimentos e entre testes de preferência.
Trabalho idêntico já foi realizado quinta-feira (3/12) no laboratório do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo, na capital paulista. Durante a próxima semana, serão promovidos Júris Populares também nos demais estados produtores que participam do concurso: no Paraná, na sede do IAPAR, em Londrina, na terça-feira (8); na Bahia será na sede da FIEB, em Salvador, na quinta-feira (10), e no Espírito Santo será na sede da FINDES, em Vitória, na sexta-feira (11). Com essa divisão por estado, a ABIC leva em consideração as diferenças de paladares, hábitos e costumes dos consumidores de cada região.
As notas dadas pelos Júris Populares terão peso de 15% na pontuação final feita pelo Júri Técnico, composto por provadores e especialistas, que avaliou os lotes na terça-feira (1/12), no Sindicafé - São Paulo, seguindo a metodologia de análise sensorial do PQC – Programa de Qualidade do Café, da ABIC. Trata-se de uma metodologia única no mundo, pois analisa as propriedades do café já torrado e moído, da mesma forma que o consumidor encontra nas prateleiras dos supermercados.
Para o presidente em exercício da ABIC, a inclusão dos consumidores no processo de seleção “é um reconhecimento e uma homenagem que fazemos aos brasileiros, que consomem 40% da safra anual do grão, fazendo-o presente em 98% dos lares, representando um consumo médio de 81 litros por habitante/ano”.
Participam do Concurso Nacional os cafés arábicas finalistas dos certames estaduais, que foram inscritos por suas respectivas entidades organizadoras em três categorias: Natural, Cereja Descascado e Microlote. A divulgação do resultado final do concurso, com a somatória das notas do Júri Técnico, Júri Popular e também de Sustentabilidade, será feita pela ABIC no dia 11 de janeiro. De 12 a 19/01 será realizado o leilão dos lotes, aberto a torrefações, cafeterias e pessoas jurídicas de todo o país. Esses cafés serão posteriormente industrializados e chegarão aos supermercados e lojas gourmet em meados de abril, compondo a 12ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil.
Fonte: Tempo de Comunicação
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