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Comercialização de Café no Brasil: Safra atual em 79%, previsões para 2024/25 ainda tímidas

A venda da safra 2023/24 ganha impulso, atingindo 79%, enquanto as projeções para 2024/25 revelam cautela dos produtores brasileiros, com apenas 10% do potencial comprometido


Publicado em: 19/02/2024 às 11:30hs

Comercialização de Café no Brasil: Safra atual em 79%, previsões para 2024/25 ainda tímidas

A comercialização da safra de café 2023/24 no Brasil está em ascensão, alcançando 79% do potencial até 13 de fevereiro, conforme levantamento da Safras Consultoria. Este aumento de 5 pontos percentuais em relação ao mês anterior, embora levemente adiantado em comparação com o ano passado, mantém-se um pouco abaixo da média quinquenal para o período (81%). Os desafios e estratégias dos produtores moldam o cenário, indicando uma dinâmica promissora.

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, a confiança na safra de 2024 e o volume significativo de café da safra 2023 ainda nas mãos dos produtores impulsionaram as vendas. Entretanto, a cautela persiste, com a expectativa de aumento nas vendas nos próximos meses, à medida que os primeiros lotes de cafés novos chegam ao mercado.

Na comercialização de café arábica, as vendas atingem 75%, mantendo-se em linha com o mesmo período do ano passado e abaixo da média de 5 anos (78%). Destaque para o Sul de Minas, onde cooperativas impulsionam o avanço das vendas.

Já as vendas de café conilon permanecem robustas, atingindo 87% da produção, superando o comprometimento do ano anterior (84%) e ultrapassando a média quinquenal (86%).

Para a safra 2024/25, as vendas brasileiras permanecem contidas, representando apenas 10% do potencial produtivo. Barabach ressalta a estratégia dos produtores de focar na venda do café disponível, adiando a comercialização da safra nova. O inverno brasileiro e as condições de mercado desafiadoras moldam essa postura cautelosa. O consultor observa uma mudança comportamental, especialmente no Cerrado de Minas, influenciada pelas lições da safra 2022/23. A cautela prevalece diante de eventos imprevisíveis e variações de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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