Publicado em: 06/07/2016 às 13:45hs
O evento é gratuito, as inscrições serão feitas no local e podem participar produtores, técnicos, gestores públicos, estudantes e demais interessados no tema. As atividades teóricas terão início às 7h30, no Centro de Treinamento da Emater (Centrer), na BR 364, km 22. Das 14h às 16h30 será a parte prática, realizada no Campo Experimental da Embrapa Rondônia em Ouro Preto do Oeste. As atividades serão conduzidas por pesquisadores e técnicos com grande experiência em cafeicultura, assim como por representantes das indústrias que produzem as máquinas de colheita semimecanizada do café.
Um dos principais gargalos enfrentados pelos cafeicultores é a falta de mão de obra, que limita o desenvolvimento da produção, tanto em quantidade como em qualidade. E, com o intuito de minimizar este problema, a Embrapa Rondônia está realizando testes para a colheita semimecanizada do café canéfora (conilon e robusta), e acompanhando também produtores que já estão utilizando este método no estado, pois ele pode ser uma alternativa viável. Em testes, as medições foram feitas e comparadas com a colheita manual. O rendimento da máquina foi de aproximadamente cinco para um. “Isso quer dizer que, considerando a máquina trabalhando com quatro operadores, ela tem potencial de fazer o trabalho de derriça de mais de 20 homens, reduzindo os custos em até 60%, quando comparada à colheita manual”, explica o pesquisador da Embrapa Rondônia, Enrique Alves.
As máquinas recolhedoras e trilhadoras do café são baseadas no sistema de podas e renovação anual e/ou periódicas das lavouras. Em que, os ramos provenientes das podas, contendo ainda os frutos, formam leiras que são trilhadas mecanicamente ou podem simplesmente alimentar as máquinas de forma manual. Essa forma de colheita semimecanizada possui grande potencial por utilizar máquinas mais compactas e de menor custo, além de não exigir a obrigatoriedade da adequação espacial das lavouras de café.
Fonte: Embrapa Rondônia
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