Publicado em: 27/07/2015 às 09:30hs
O inverno caracterizado pelo clima frio e seco surpreendeu os cafeicultores da região. Com um inverno de temperaturas mais altas e chuvas na primeira quinzena de junho, ocasionou o surgimento de botões florais fora da época esperada.
Segundo Alysson Fagundes, pesquisador da Fundação Prócafé, este abotoamento floral ganhou força devido à chuva na primeira quinzena de junho.
“Isso deu um alerta para a natureza. Quando temos chuva e frio nada acontece, mas quando temos chuvas com temperaturas elevadas, surge o abotoamento floral. Como nosso inverno continuou quente, esse abotoamento evoluiu e, como em junho e julho ocorre a grande maioria da colheita de café, tanto manual como mecanizada, grande parte da primeira florada da safra 2016 será perdida”, conta o pesquisador.
Diante desse cenário, o potencial de safra para o ano seguinte será afetado. “A safra 2016 já estava comprometida desde janeiro deste ano com o baixo crescimento vegetativo das lavouras na região. O correto seria que as lavouras estivessem com 20 internódios, mas estão apenas com 15, resultado da estiagem do início de 2015”, explica o pesquisador.
Com isso, a expectativa é que o clima se estabilize, evitando maiores problemas tanto na colheita - que em meados de setembro deverá ser finalizada, como para a safra 2016.
“Infelizmente, não sabemos o que desejar do clima neste exato momento. Não sei se prefiro chuvas que podem barrar o surgimento de mais abotoamentos florais, ou se prefiro o clima mais quente e seco, favorecendo a colheita do café que segue para a finalização”, desabafa Fagundes.
Entretanto, segundo a Fundação Prócafé, a perspectiva da safra seguinte é boa. “Não será uma safra recorde, estamos longe disso, mas será uma safra significativamente agradável se não ocorrer mais nenhum problema climático”, finaliza o pesquisador.
Fonte: Notícias Agrícolas
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