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Café

Cafés especiais de Miraí: 55% das amostras superam 80 pontos em primeiro concurso

Avaliação de 20 lotes revelou seis cafés com notas acima de 85 pontos e destacou o potencial do município da Zona da Mata mineira para a produção de qualidade


Publicado em: 16/10/2026 às 12:30hs

Cafés especiais de Miraí: 55% das amostras superam 80 pontos em primeiro concurso

O primeiro Concurso de Cafés Especiais de Miraí revelou o potencial da produção local: das 20 amostras avaliadas, 11 alcançaram notas superiores a 80 pontos, patamar que classifica o café como especial. Entre elas, seis ultrapassaram 85 pontos, indicando oportunidades para ampliar o reconhecimento e a valorização dos cafés do município, na Zona da Mata mineira.

Promovida pela Associação dos Agricultores e Artesãos de Miraí (Agriarte), com apoio do Sistema Faemg Senar, a iniciativa aproximou produtores da avaliação de qualidade e abriu espaço para discutir assistência técnica, gestão e aprimoramento das práticas nas propriedades.

Seis amostras alcançam notas acima de 85 pontos

A avaliação foi conduzida por Marcos Reis, gerente do Sistema Faemg Senar em Viçosa, especialista em cafés e Q-Grader. Segundo ele, o desempenho das amostras demonstra que Miraí reúne condições para participar de concursos com regiões já reconhecidas pela qualidade da bebida.

Dos lotes inscritos, 55% superaram 80 pontos. O destaque ficou para as seis amostras com pontuações acima de 85, resultado que, na avaliação do especialista, reforça a necessidade de desenvolver essa vocação produtiva.

Para Reis, o concurso oferece ao município a oportunidade de reconhecer a qualidade de seus cafés e preparar novas edições capazes de estimular a participação dos agricultores.

Qualidade aparece mesmo sem preparação específica para o concurso

Um dos aspectos que surpreenderam a organização foi a origem dos lotes bem avaliados. Segundo Zilda Marta Almeida, agente de desenvolvimento rural da Agriarte e organizadora do concurso, grande parte dos cafés premiados não havia sido produzida com o objetivo de disputar uma competição.

Como muitos agricultores ainda estão se familiarizando com o conceito de café especial, a orientação inicial foi simples: separar o lote considerado de melhor qualidade na propriedade.

A avaliação mostrou que produtores que conduziam sua produção sem foco específico em concursos já obtinham cafés com notas expressivas. Para Zilda, o desafio agora é transformar esse potencial em conhecimento técnico, regularidade de produção e valorização comercial.

Nesse processo, os cursos do Sistema Faemg Senar e o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) são apontados como aliados para aprimorar o trabalho nas propriedades.

Produtor participante do ATeG obtém café com 84,5 pontos

Entre os participantes está Nilton Oliveira, produtor atendido pelo programa ATeG Café+Forte. Seu café alcançou 84,5 pontos, resultado que ampliou sua percepção sobre a qualidade da produção.

Com uma atuação mais concentrada na produtividade, Nilton destacou a satisfação de descobrir o desempenho do lote na avaliação. A experiência também reforçou, para ele, a relação entre qualidade e gestão da atividade.

O produtor ressaltou que o acompanhamento técnico e gerencial permite conhecer melhor os custos e planejar as operações, incluindo a colheita.

“Hoje, por exemplo, vou fazer minha colheita e sei quanto custa cada saca de café”, afirmou.

Conhecimento técnico pode fortalecer a cafeicultura de Miraí

Além da classificação das amostras, o concurso proporcionou palestras e troca de experiências sobre a produção de cafés especiais. Para Regina Márcia Moreira Werneck, a programação ajudou a compreender melhor o trabalho dos agricultores e as possibilidades da cafeicultura local.

Na avaliação dela, os resultados confirmaram a qualidade dos cafés de Miraí, mas também mostraram que algumas etapas da produção precisam receber mais atenção para alcançar classificações superiores.

Regina destacou a aproximação entre o conhecimento técnico e a realidade dos produtores como uma das contribuições do encontro.

Com os resultados da primeira edição, a Agriarte pretende estimular o desenvolvimento da qualidade nas propriedades. A proposta é usar o concurso como ponto de partida para ampliar a capacitação dos agricultores e buscar maior reconhecimento comercial para os cafés de Miraí.

Fonte: Portal do Agronegócio

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