Publicado em: 02/01/2026 às 09:00hs
A 13ª edição do Prêmio Região do Cerrado Mineiro encerrou 2025 com um resultado financeiro inédito, movimentando R$ 1.035.429,00 nas modalidades Leilão Solidário, Leilão On-line e Reserva para Mercado Interno.
O montante inclui os lotes premiados da nova categoria Doce Cerrado Mineiro, que valoriza as características sensoriais marcantes da região e reforça o prestígio internacional da Denominação de Origem Cerrado Mineiro, uma das mais reconhecidas do país.
Realizado em 19 de novembro, o Leilão Solidário foi responsável por R$ 562 mil do total arrecadado, registrando o maior valor já pago por uma saca de café no Brasil.
O destaque foi o lote de café cereja descascado do produtor Eduardo Pinheiro Campos, da Fazenda Dona Nenem, que alcançou R$ 200 mil por saca.
No Leilão On-line, realizado entre 3 e 4 de dezembro, o mesmo produtor voltou a liderar as negociações, com sacas vendidas por cerca de R$ 10 mil, consolidando o reconhecimento internacional da qualidade dos cafés do Cerrado Mineiro.
O novo modelo de comercialização adotado nesta edição ampliou a diversidade de compradores, tanto no Brasil quanto no exterior.
Empresas da Ásia, Europa, Estados Unidos e Mercosul, além de torrefações e cafeterias brasileiras de destaque, participaram ativamente das negociações.
No Brasil, os cafés foram adquiridos por torrefações e cafeterias de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Brasília e Mato Grosso, evidenciando o crescimento do consumo de cafés especiais no mercado interno.
Entre os compradores internacionais, destacaram-se:
Essas parcerias reforçam a presença global dos cafés da Denominação de Origem Cerrado Mineiro, que segue ganhando espaço em mercados de alta exigência.
Estreante nesta edição, a categoria Doce Cerrado Mineiro foi criada para celebrar o perfil sensorial mais marcante da região, com notas de chocolate, caramelo, amêndoas e acidez cítrica equilibrada.
Os cafés vencedores, selecionados como os melhores de cada cooperativa, foram adquiridos por seis torrefações e cafeterias, em lotes exclusivos de 20 sacas cada, integrando o valor total movimentado.
Os nove lotes campeões das categorias Natural, Cereja Descascado e Fermentado também foram comercializados nas três modalidades, fortalecendo a imagem do Cerrado Mineiro como referência em cafés de origem controlada e rastreável.
O prêmio registrou recorde absoluto de inscrições, com 714 amostras enviadas por 381 cafeicultores — o maior número da história do concurso.
Outro destaque foi a adoção inédita do Coffee Value Assessment (CVA), novo protocolo de avaliação da Specialty Coffee Association (SCA), tornando o Prêmio Cerrado Mineiro o primeiro concurso do mundo a adotar oficialmente essa metodologia.
O sistema aprimora a precisão e transparência nas avaliações sensoriais, reforçando a credibilidade do concurso.
Para Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, os resultados refletem a maturidade da origem e o fortalecimento do modelo de governança regional.
“Esta edição mostra a credibilidade e o posicionamento do Cerrado Mineiro como referência global em qualidade, rastreabilidade e governança. Estamos conectando nossos produtores a mercados cada vez mais exigentes e diversificados”, destacou Tarabal.
Fonte: Portal do Agronegócio
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