Publicado em: 20/03/2026 às 18:00hs
O mercado futuro de café registrou ganhos ao longo da semana, com o arábica voltando à faixa de 300 centavos em Nova York, enquanto o robusta atingiu sua maior cotação em uma semana. O fechamento do Estreito de Ormuz impactou o transporte marítimo global, elevando taxas de frete, seguros e custos de combustível, fatores que deram suporte aos preços do grão.
Além disso, os estoques de café robusta na ICE registraram queda, alcançando 4.285 lotes, a menor cotação em dois meses, fortalecendo ainda mais o mercado.
Na segunda-feira, o arábica chegou à menor cotação em duas semanas, e o robusta atingiu mínima recente, refletindo chuvas abundantes nas regiões produtoras do Brasil, que aliviaram preocupações sobre a safra. Segundo a Somar Meteorologia, Minas Gerais recebeu 57,7 mm de chuva na última semana, 139% acima da média histórica, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
O vice-presidente da Cooxupé, Osvaldo Bachião Filho, destacou durante a Femagri que o clima foi favorável para ambas as variedades, arábica e robusta. Segundo ele, a distribuição adequada de chuvas e temperaturas amenas deve resultar na melhor safra dos últimos anos.
“Nossos arábicas precisam de temperatura amena e boas chuvas, o que garante produtividade melhor. As lavouras estão mais saudáveis e a safra será maior, oferecendo boas condições de renda aos produtores”, afirmou Filho.
Atualmente, os preços do café no Brasil variam entre R$ 1.500 e R$ 1.800 por saca de 60 quilos, níveis considerados remuneradores pelo executivo. Ele ressaltou que, apesar de inferiores aos valores do ano passado, os preços atuais ainda permitem reduzir endividamento e manter rentabilidade, especialmente em um cenário de juros elevados.
“Temos que aproveitar este mercado para fortalecer as finanças dos produtores. Mesmo com preços abaixo do ano passado, ainda é um patamar que garante rentabilidade e participação competitiva no mercado global”, concluiu.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias