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Café sobe em Nova York e Londres; arábica se aproxima de 300 centavos

Valorização do real, atenção ao clima no Brasil e no Vietnã e baixos estoques certificados sustentam os futuros nesta terça-feira


Publicado em: 06/10/2026 às 11:30hs

Café sobe em Nova York e Londres; arábica se aproxima de 300 centavos

Os preços do café avançavam nas bolsas de Nova York e Londres na manhã desta terça-feira (6), dando continuidade à recuperação do início da semana. O movimento tinha como suporte a valorização do real, as preocupações climáticas nas principais regiões produtoras e os baixos estoques certificados de arábica.

Às 8h54, no horário de Brasília, o contrato de arábica com vencimento em dezembro de 2026 era negociado a 296,15 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,23% na Bolsa de Nova York. Em Londres, o robusta para novembro de 2026 subia 0,85%, cotado a US$ 3.558 por tonelada.

Arábica mantém alta nos principais vencimentos

Os demais contratos de arábica também registravam valorização no horário informado. Março de 2027 avançava 1,16%, para 287,60 centavos de dólar por libra-peso, enquanto maio ganhava 1,12%, a 284,05 centavos.

O vencimento julho de 2027 apresentava alta de 1,17%, negociado a 281,80 centavos de dólar por libra-peso.

Com o avanço, dezembro se aproximava do patamar de 300 centavos, em uma sessão ainda sujeita a oscilações conforme o comportamento do câmbio e as informações sobre oferta e clima.

Robusta acompanha recuperação em Londres

Na Bolsa de Londres, além da alta do contrato novembro, os vencimentos de 2027 também eram negociados em níveis próximos.

Janeiro estava cotado a US$ 3.539 por tonelada, março a US$ 3.517 e maio a US$ 3.508 por tonelada.

O mercado acompanhava as condições meteorológicas no Vietnã, importante origem produtora de robusta. O excesso de chuvas antes do avanço da colheita permanecia entre os fatores de atenção dos investidores.

Real valorizado dá suporte aos futuros do café

O fortalecimento da moeda brasileira contribuiu para a alta dos contratos internacionais na segunda-feira. A valorização do real reduz o valor em moeda local das vendas realizadas em dólar e pode diminuir o incentivo à comercialização pelos produtores brasileiros.

Segundo a análise do Barchart citada no texto-base, o arábica alcançou, naquela sessão, o maior nível em cerca de três semanas e meia. O robusta atingiu uma máxima de seis semanas.

O câmbio continuava, portanto, entre os elementos acompanhados pelo mercado para avaliar o ritmo de vendas do Brasil.

Florada brasileira e estoques seguem no radar

No Brasil, a atenção se concentrava nas condições climáticas durante a florada e em seus possíveis efeitos sobre o potencial produtivo da próxima colheita.

Os baixos estoques certificados de arábica na ICE também permaneciam como fator de sustentação das cotações, ao manter a disponibilidade de café para entrega em bolsa no centro das avaliações.

No robusta, a posição vendida dos fundos poderia favorecer movimentos de cobertura — compras realizadas para encerrar apostas anteriores de queda. Esse processo pode intensificar as oscilações e dar impulso adicional aos preços no curto prazo.

A continuidade da recuperação dependerá da combinação entre câmbio, evolução do clima nas origens produtoras e atuação dos fundos nas próximas sessões.

Fonte: Portal do Agronegócio

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