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Café sobe 4,75% em Nova York; exportações têm segundo melhor início de safra

Arábica alcança 308,80 cents por libra-peso na manhã desta sexta-feira (16), enquanto embarques brasileiros crescem 15,5% entre julho e setembro, impulsionados pelo robusta


Publicado em: 16/10/2026 às 11:20hs

Café sobe 4,75% em Nova York; exportações têm segundo melhor início de safra

O preço do café arábica registrava forte valorização na Bolsa de Nova York na manhã desta sexta-feira (16), com o contrato dezembro/26 em alta de 4,75%. A recuperação ocorre em meio às preocupações com a oferta disponível, os estoques certificados e as condições das lavouras brasileiras para a safra de 2027.

No comércio exterior, o Brasil encerrou o primeiro trimestre da safra 2026/27 com o segundo maior volume exportado para o período desde o início da série histórica do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em 1990. Entre julho e setembro, os embarques somaram 11,2 milhões de sacas de 60 quilos, avanço de 15,5% sobre o mesmo intervalo da temporada anterior.

Preço do café avança em Nova York nesta sexta-feira

Por volta das 7h50, no horário de Brasília, o café arábica apresentava ganhos nos principais vencimentos negociados em Nova York:

  • Dezembro/26: alta de 4,75%, a 308,80 cents por libra-peso;
  • Março/27: valorização de 3,94%, a 296,60 cents por libra-peso;
  • Maio/27: avanço de 3,58%, a 291,55 cents por libra-peso.

Com o movimento, o vencimento dezembro/26 voltou a superar US$ 3,05 por libra-peso e se aproximou de US$ 3,09. A alta recuperava parte das perdas recentes e evidenciava a volatilidade que segue presente no mercado internacional.

Entre os fatores de sustentação estavam os baixos estoques certificados na ICE e as incertezas sobre a disponibilidade de arábica no curto prazo. O enfraquecimento do dólar diante de uma cesta de moedas também oferecia suporte às commodities negociadas na divisa norte-americana.

Exportações de café robusta crescem 66,6%

O robusta foi o principal responsável pela expansão das exportações brasileiras no primeiro trimestre da safra. De julho a setembro, os embarques da variedade atingiram 2,6 milhões de sacas, crescimento de 66,6% em relação ao mesmo período de 2025/26.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior disponibilidade de café da nova colheita, combinada à forte demanda internacional, sustentou o ritmo das vendas externas.

O volume total de 11,2 milhões de sacas contabilizado pelo Cecafé inclui café verde, torrado e solúvel.

Arábica cresce no trimestre, mas perde ritmo em setembro

As exportações de café arábica também apresentaram resultado positivo no acumulado de julho a setembro. Os embarques alcançaram 7,6 milhões de sacas, aumento de 4,2% na comparação com o primeiro trimestre da safra anterior.

Em setembro, entretanto, o desempenho foi mais fraco. O Brasil exportou 2,8 milhões de sacas da variedade, volume 6,5% inferior ao de agosto e 7,1% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

De acordo com o Cepea, o recuo reflete limitações na oferta comercializada. Produtores mais capitalizados têm administrado as vendas conforme suas necessidades de caixa, restringindo a entrada de lotes no mercado.

Além disso, problemas de qualidade relatados por colaboradores do centro de pesquisas reduzem a disponibilidade de cafés que atendem às especificações exigidas pelos importadores.

Chuvas e floradas mantêm safra brasileira no radar

As condições climáticas no Brasil continuam entre os principais fatores acompanhados pelos agentes do mercado. A distribuição das chuvas e seus efeitos sobre as floradas, o pegamento e o desenvolvimento dos frutos ajudam a orientar as expectativas para a produção de 2027.

Ao mesmo tempo, o ritmo de comercialização dos produtores brasileiros e a disponibilidade de lotes de qualidade permanecem relevantes para o abastecimento no curto prazo.

Esse conjunto de fatores mantém o mercado do café sensível a novas informações sobre clima, estoques e oferta, com potencial para sustentar oscilações expressivas nas próximas sessões.

Fonte: Portal do Agronegócio

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