Publicado em: 13/02/2026 às 11:00hs
Os preços do café operavam em forte alta nas bolsas internacionais na manhã desta sexta-feira (13), com ganhos superiores a 2%, impulsionados por ajustes técnicos e pelo acompanhamento das previsões de safra no Brasil.
Dados divulgados em 5 de fevereiro pela Conab apontam que a produção brasileira em 2026 deve atingir 66,2 milhões de sacas, um aumento de 17,2% em relação a 2025. O café arábica deve crescer 23,2%, chegando a 44,1 milhões de sacas, enquanto o robusta terá alta de 6,3%, totalizando 22,1 milhões de sacas.
De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, as chuvas intensas que começaram a cair na segunda quinzena de fevereiro nas principais regiões produtoras levaram traders e consultorias a estimar uma safra entre 70 e 76 milhões de sacas para 2026.
“O números divulgados pelos traders estão bem acima das estimativas de agrônomos brasileiros especializados em café. É cedo para ajustar os números, mas, se o volume de chuvas continuar até março, a produção pode superar a safra de 2025, embora ainda fique abaixo dessas estimativas mais otimistas”, afirma o documento.
Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o café arábica registrava 665 pontos, com preço de 306,30 cents/lbp no contrato de março/26, aumento de 610 pontos em relação aos 303,55 cents/lbp de maio/26, e alta de 620 pontos em julho/26, cotado a 299,90 cents/lbp.
O robusta também apresentou valorização, com alta de US$ 100 em março/26, alcançando US$ 3.935/tonelada, avanço de US$ 107 em maio/26 (US$ 3.872/tonelada) e aumento de US$ 104 em julho/26 (US$ 3.781/tonelada).
Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US), o café arábica encerrou as negociações de quinta-feira em terreno positivo, após volatilidade nas cotações. O movimento foi impulsionado por recuperação técnica e rolagens de contratos de março para maio devido à proximidade do período de notificação de entregas.
Embora o fechamento dos contratos de março/2026 tenha sido de 299,65 centavos de dólar por libra-peso, alta de 4,85 centavos, os contratos de maio/2026 fecharam a 297,45 centavos, com elevação de 4,60 centavos.
O mercado também observa queda nos embarques brasileiros nesta segunda metade da temporada 2025/26, fator considerado altista, enquanto o clima favorável no Brasil mantém perspectivas positivas para a produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
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