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Café: Mercado do arábica realiza ajustes técnicos nesta manhã de 6ª depois de queda na Bolsa de NY

Por volta das 08h13 (horário de Brasília), o contrato março/18 estava cotado a 117,65 cents/lb com baixa de 230 pontos – fechamento anterior, o maio/18 subia 15 pontos, a 118,90 cents/lb


Publicado em: 16/03/2018 às 10:17hs

Café: Mercado do arábica realiza ajustes técnicos nesta manhã de 6ª depois de queda na Bolsa de NY

Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com leve alta nesta manhã de sexta-feira (16) e recuperam-se de parte das perdas da véspera. O mercado externo teve queda de mais de 200 pontos na sessão anterior com pressão do câmbio, novas estimativas que apontam superávit na temporada 2018/19 e curta demanda.

Por volta das 08h13 (horário de Brasília), o contrato março/18 estava cotado a 117,65 cents/lb com baixa de 230 pontos – fechamento anterior, o maio/18 subia 15 pontos, a 118,90 cents/lb. Já o vencimento julho/18 trabalhava com avanço de 25 pontos, a 121,20 cents/lb, e o setembro/18 tinha valorização de 25 pontos, cotado a 123,45 cents/lb.

Para o analista de mercado da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, o mercado do café arábica não consegue sair do patamar de US$ 1,20 por libra-peso. A safra brasileira já parece ter sido precificada, no entanto, os preços também são influenciados por uma demanda curta que não dá espaço para o avanço dos preços externos do grão e câmbio.

No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 430,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP), em Guaxupé (MG) os preços estavam cotados a R$ 437,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 444,00 a saca.

Veja como fechou o mercado na quinta-feira:

Café: Bolsa de Nova York cai mais de 200 pts nesta 5ª com estimativa de superávit global, câmbio e curta demanda

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam a sessão desta quinta-feira (15) com queda de mais de 200 pontos. O mercado externo do grão foi pressionado, mais uma vez, pelas oscilações cambiais e novas atualizações sobre superávit global na safra 2018/19 do grão. Essa é a segunda baixa consecutiva.

O contrato março/18 encerrou o dia com queda de 230 pontos, cotado a 117,65 cents/lb, o maio/18 anotou 118,75 cents/lb com baixa de 230 pontos. O vencimento julho/18 fechou o dia a 120,95 cents/lb com recuo de 225 pontos e setembro/18, mais distante, fechou a sessão a 123,20 cents/lb com baixa de 215 pontos.

Para o analista de mercado da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, o mercado do café arábica não consegue sair do patamar de US$ 1,20 por libra-peso. A safra brasileira já parece ter sido precificada, no entanto, os preços também são influenciados por uma demanda curta que não dá espaço para o avanço dos preços externos do grão.

Segundo informações de sites internacionais, o câmbio e a mais nova divulgação do Rabobank elevando o superávit global da safra 2018/19 também dão pressão aos preços externos. O dólar comercial fechou o dia com alta de 0,90%, cotado a R$ 3,2905 na venda, com cautela sobre protecionismo norte-americano. A divisa mais alta ante o real tende a encorajar as exportações.

O Rabobank, um dos maiores bancos especializados em commodities do mundo, elevou de 1,5 milhão de sacas para 2,6 milhões sua estimativa de superávit mundial na safra de 2017/18 e também atualizou de 900 mil para 3,2 milhões de sacas sua previsão de superávit na próxima temporada. A mudança reflete esperanças de melhora na colheita de países como a Etiópia e Nicarágua.

Diante de todos esses fatores, segundo Barabach, ainda existe o risco de os preços caírem um pouco mais. Além de tudo, a dinâmica da comercialização também é um fator que se soma a isso. A consultoria Safras & Mercado trabalha com uma estimativa de 60,2 milhões de sacas para a safra de café brasileira, em grande parte por conta de recuperação da safra de conilon.

Mercado interno

O volume de negócios no mercado interno brasileiro segue baixo com cotações pressionadas pela aproximação da colheita da safra 2018/19. "As negociações têm seguido em ritmo ainda mais lento que as de robusta, visto que muitos compradores só devem adquirir bons volumes do grão com a entrada da safra 2018/19", disse em nota o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

A consultoria Safras & Mercado estimou que a comercialização da safra de café do Brasil 2017/18 (julho/junho) chegou a 85% até o dia 12 de março. Já foram comercializadas 43,13 milhões de sacas de 60 kg, tomando-se por base a estimativa de uma safra 2017/18 de café no país de 50,45 milhões de sacas.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 476,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Espírito Santo do Pinhal (SP) com queda de 2,13% e saca a R$ 460,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca cotada a R$ 466,00 – estável. A maior oscilação dentre as praças no dia ocorreu em Franca (SP) com recuo de 1,09% e saca a R$ 455,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Vitória (ES) com saca a R$ 447,00 e alta de 2,76%. A maior oscilação no dia ocorreu em Maringá (PR) com desvalorização de 4,16% e saca a R$ 415,00.

Na quarta-feira (14), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 431,57 e queda de 0,68%.

Fonte: Notícias Agrícolas

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