Publicado em: 10/04/2026 às 11:30hs
O mercado do café começou a sessão desta sexta-feira (10) com comportamento misto nas bolsas internacionais, refletindo um cenário de cautela diante da expectativa de maior oferta global e avanço da safra brasileira.
Enquanto o café arábica registrou leves altas na Bolsa de Nova York, o robusta operou em queda em Londres, evidenciando a falta de direção única nas negociações.
Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica abriram com variações moderadas. O vencimento maio/2026 iniciou cotado a 293,75 cents por libra-peso, com alta de 5 pontos. Já o contrato julho/2026 abriu em 289,70 cents, avançando 15 pontos, enquanto o setembro/2026 iniciou em 275,55 cents, com recuo de 25 pontos.
O movimento indica uma tentativa de estabilização das cotações após as quedas observadas nas últimas sessões.
Em Londres, o café robusta iniciou o dia em baixa, pressionado pela maior disponibilidade global do grão. O contrato maio/2026 abriu a 3.258 dólares por tonelada, com queda de 52 pontos. O julho/2026 começou a 3.192 dólares, recuando 47 pontos, enquanto o setembro/2026 foi cotado a 3.137 dólares por tonelada, com desvalorização de 40 pontos.
A principal pressão sobre o mercado segue sendo a expectativa de aumento da oferta mundial de café. Esse cenário é reforçado tanto pelo avanço da safra brasileira quanto pelo crescimento da produção em outros países produtores.
Um dos fatores que mais impactam o mercado, especialmente para o robusta, é o aumento da oferta asiática. Dados recentes indicam que as exportações do Vietnã cresceram 14% no primeiro trimestre de 2026, somando 585 mil toneladas.
Além disso, a produção do país asiático pode avançar cerca de 6%, atingindo o maior volume em quatro anos, o que amplia a oferta global e contribui para a pressão sobre os preços.
O mercado também monitora sinais de enfraquecimento da demanda em alguns centros consumidores. Segundo relatos de comerciantes, compradores têm buscado origens mais competitivas, como a Indonésia.
Esse movimento tem pressionado os preços internos no Vietnã e aumentado a competitividade no mercado internacional.
Apesar do viés mais baixista, o mercado segue volátil. As cotações continuam sensíveis a mudanças climáticas no Brasil, maior produtor mundial de café, especialmente com a aproximação do período de colheita.
Dessa forma, mesmo diante de projeções de maior oferta, fatores climáticos ainda podem influenciar de forma significativa o comportamento dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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