Publicado em: 07/04/2026 às 11:45hs
O mercado internacional de café começou esta terça-feira (7) em queda nas principais bolsas globais, refletindo a retomada dos negócios após o feriado e um ambiente de maior cautela entre os investidores. O avanço da safra brasileira e ajustes técnicos após recentes oscilações reforçam o viés negativo das cotações.
Na Intercontinental Exchange, o café arábica registrou perdas superiores a 2% nos primeiros negócios do dia.
Os contratos abriram com os seguintes níveis:
O movimento reflete principalmente o aumento da cautela dos operadores diante da entrada da nova safra brasileira e do reposicionamento técnico após as recentes oscilações do mercado.
Na ICE Futures Europe, o café robusta acompanhou a tendência de baixa, reforçando o viés negativo do complexo cafeeiro.
As cotações iniciais foram:
A queda ocorre em um contexto de reavaliação das expectativas de oferta global.
O principal fator por trás da desvalorização é a evolução da colheita no Brasil, que começa a ganhar ritmo e aumenta a percepção de maior disponibilidade de café no mercado global.
Com isso, operadores passam a antecipar uma oferta mais robusta nos próximos meses, o que pressiona os contratos futuros, especialmente os de curto prazo.
Apesar da queda nas bolsas, o mercado físico segue relativamente firme no curto prazo. Segundo análises recentes divulgadas no Investing.com, o café arábica no mercado spot brasileiro vem sendo negociado entre R$ 1.900 e R$ 2.100 por saca.
No entanto, já há indicação de preços mais baixos para entregas futuras, refletindo a expectativa de entrada mais consistente da nova safra.
Outro fator que contribui para o movimento de baixa é a perspectiva de maior equilíbrio entre oferta e demanda no cenário internacional.
De acordo com análise de Leonardo Rossetti, da StoneX, o mercado global de café pode registrar um superávit próximo de 10 milhões de sacas em 2026.
Esse cenário tende a reduzir a pressão altista sobre os preços, embora a recomposição dos estoques ainda ocorra de forma desigual, mantendo a volatilidade.
No campo, produtores brasileiros acompanham de perto as condições climáticas e o avanço da colheita. Chuvas recentes em importantes regiões produtoras contribuíram para melhorar as perspectivas de produção.
Esse cenário reforça o movimento de ajuste nas cotações internacionais, já observado desde o início de 2026, quando o mercado passou a reagir à melhora climática e à expectativa de maior oferta.
O início do dia indica um mercado mais defensivo, com investidores monitorando fatores-chave como:
Esses elementos devem continuar ditando o comportamento dos preços nas próximas sessões, em um ambiente ainda marcado por volatilidade e sensibilidade às mudanças no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
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