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Café inicia a semana em queda nas bolsas internacionais; clima no Brasil e Vietnã influencia cotações

Preços do café arábica e robusta recuam nas bolsas de Nova York e Londres com previsões de chuva no Brasil e clima seco favorecendo colheita no Vietnã


Publicado em: 20/01/2026 às 11:05hs

Café inicia a semana em queda nas bolsas internacionais; clima no Brasil e Vietnã influencia cotações
Mercado recua após feriado nos EUA

Os preços do café registraram desvalorização nas bolsas internacionais na manhã desta terça-feira (20), refletindo o retorno das negociações após o feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos. O café arábica caía mais de 1% na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), enquanto o robusta recuava acima de 2% nos contratos mais próximos.

Clima no Brasil pressiona o arábica

De acordo com informações do portal Barchart, as previsões climáticas continuam sendo o principal fator de influência no mercado futuro. As expectativas de aumento nas chuvas nas principais regiões produtoras de café do Brasil, especialmente em Minas Gerais, contribuem para o movimento de queda nos preços.

Na última quinta-feira (15), o Climatempo informou que o estado mineiro recebeu 26,5 milímetros de chuva na semana encerrada em 9 de janeiro — o equivalente a 29% da média histórica para o período. O volume reforça a percepção de melhora nas condições das lavouras.

Vietnã mantém ritmo de colheita e afeta robusta

Segundo a Bloomberg, os preços do robusta seguem pressionados pela expectativa de que o clima seco no Vietnã favoreça o avanço da colheita. O país asiático, principal produtor mundial da variedade, tem registrado boas condições para a finalização da safra, o que amplia a oferta global e pesa sobre as cotações.

Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o arábica recuava 430 pontos, sendo negociado a 351,00 cents/lbp no contrato para março/2026. Para maio/2026, a queda era de 445 pontos, a 333,05 cents/lbp, e para julho/2026, o recuo era de 440 pontos, a 326,95 cents/lbp.

Já o robusta operava em baixa de US$ 5, cotado a US$ 4.190/tonelada no contrato de janeiro/2026, com desvalorização de US$ 79 para março/2026 (US$ 3.937/tonelada) e queda de US$ 71 no contrato de maio/2026 (US$ 3.864/tonelada).

Sessão anterior em Londres encerrou com leve alta

Na segunda-feira (19), a Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europe) encerrou o dia com valorização leve nos contratos mais próximos do café robusta. Sem a referência de Nova York, que não operou devido ao feriado, Londres registrou um pregão de baixa liquidez.

O movimento foi sustentado por uma desaceleração nas vendas por parte dos produtores do Vietnã, que optaram por reter a oferta diante da expectativa de reação dos preços. Após atingirem os menores níveis em quatro meses em meados de dezembro, fatores técnicos também impulsionaram a alta.

O contrato março/2026 fechou cotado a US$ 4.016 por tonelada, alta de US$ 16 (+0,4%). Já o contrato maio/2026 subiu US$ 10, encerrando o pregão a US$ 3.935 por tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

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