Publicado em: 06/03/2018 às 10:50hs
Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta próxima de 100 pontos nesta manhã de terça-feira (6). O mercado externo reage tecnicamente depois de trabalhar do lado vermelho da tabela nas últimas duas sessões, mas fatores fundamentais seguem repercutindo entre os operadores.
Por volta das 09h31 (horário de Brasília), o contrato março/18 estava cotado a 120,10 cents/lb com alta de 90 pontos, o maio/18 subia 90 pontos, a 122,00 cents/lb. Já o vencimento julho/18 trabalhava com avanço de 90 pontos, a 124,25 cents/lb, e o setembro/18 tinha valorização de 75 pontos, cotado a 126,35 cents/lb.
"Os fundos continuam muito vendidos, e o interesse de compra nos mercados de moedas permanece difícil de ver. Eles antecipam grandes no Brasil e no Vietnã neste ano e acredito que os compradores estão bem cobertos agora. Outros especuladores parecem interessados em comprar, mas não encontraram boas razões reais para fazê-lo", disse em relatório o analista da Price Futures Group, Jack Scoville.
No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 430,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP), em Guaxupé (MG) os preços estavam cotados a R$ 448,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 445,00 a saca.
Veja como fechou o mercado na segunda-feira:
Café: Pressionada por fatores técnicos, Bolsa de Nova York cai mais de 100 pts nesta 2ª feira e estende perdas
Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) recuaram mais de 100 pontos na sessão desta segunda-feira (5). O mercado externo recuou pela segunda sessão consecutiva diante de fatores técnicos, com vendas sendo registradas, além do câmbio e informações sobre a safra brasileira ainda seguem pressionando os preços externos.
O vencimento março/18 fechou a sessão cotado a 119,20 cents/lb com queda de 115 pontos, o maio/18 registrou 121,10 cents/lb com queda de 110 pontos. Já o contrato julho/18 encerrou o dia com 123,35 cents/lb e desvalorização de 105 pontos e o setembro/18, mais distante, recuou 100 pontos, fechando a 125,60 cents/lb.
O mercado externo registrou vendas baseadas em gráficos durante a sessão desta segunda-feira, pressionando os preços para abaixo de US$ 1,21 por libra-peso, segundo reporta a Reuters internacional. Além disso, o câmbio e informações sobre o desenvolvimento da safra 2018/19 do Brasil, maior produtor e exportador do grão seguem repercutindo.
"Os fundos continuam muito vendidos, e o interesse de compra nos mercados de moedas permanece difícil de ver. Eles antecipam grandes no Brasil e no Vietnã neste ano e acredito que os compradores estão bem cobertos agora. Outros especuladores parecem interessados em comprar, mas não encontraram boas razões reais para fazê-lo", disse em relatório o analista da Price Futures Group, Jack Scoville.
A safra 2018/19 do Brasil segue em desenvolvimento. Consultorias chegam a estimar a possibilidade de colheita recorde neste ano, ao redor de 60 milhões de sacas de 60 kg. Do outro lado, o setor produtivo diz acreditar que ainda é cedo para cravar essa possibilidade de recorde, além disso algumas lavouras enfrentaram condições adversas durante a florada.
Durante parte do dia, o câmbio contribuiu para a pressão no mercado do arábica. O dólar, no entanto, acabou encerrando a sessão desta segunda-feira com queda de 0,08%, cotada a R$ 3,2481 na venda. Na máxima da sessão, a moeda foi a R$ 3,2645 e, na mínima atingiu R$ 3,2457. As oscilações na moeda estrangeira impactam diretamente nas exportações da commodity.
De acordo com dados da OIC (Organização Internacional do Café), as exportações globais de café subiram 20,7% em janeiro, totalizando 11,01 milhões de sacas. Houve um salto tanto na variedade arábica quanto no conilon. Nos quatro primeiros meses da temporada de 2017/18, as exportações de café aumentaram 3,1% para um total de 40,74 milhões de sacas.
Mercado interno
O volume de transações nas praças de comercialização do Brasil apresentou melhora nos últimos dias, segundo aponta o Escritório Carvalhaes. "Esses negócios foram realizados principalmente nas horas em que coincidia Nova Iorque em alta com o dólar subindo frente ao real. Os cafeicultores consideram baixas as bases de preço oferecidas pelos compradores e vendem apenas o necessário para fazer frente aos compromissos mais próximos", reportou em relatório.
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 475,00 e queda de 1,04%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com avanço de 2,25% e saca a R$ 435,00.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca cotada a R$ 467,00 e desvalorização de 0,64%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com queda de 1,15% e saca a R$ 430,00.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 448,00 e avanço de 0,22%. A maior oscilação no dia ocorreu na Média Rio Grande do Sul com queda de 2,22% e saca cotada a R$ 440,00.
Na sexta-feira (3), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 437,18 com queda de 0,07%.
Fonte: Notícias Agrícolas
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