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Café: Cotações do arábica recuam cerca de 50 pts nesta manhã de 4ª e revertem ganhos na Bolsa de Nova York

Por volta das 09h36 (horário de Brasília), o contrato março/18 estava cotado a 119,95 cents/lb com alta de 75 pontos – fechamento anterior, o maio/18 caía 55 pontos, a 120,70 cents/lb


Publicado em: 07/03/2018 às 10:13hs

Café: Cotações do arábica recuam cerca de 50 pts nesta manhã de 4ª e revertem ganhos na Bolsa de Nova York

Após reação na véspera, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com queda próxima de 50 pontos nesta manhã de quarta-feira (7). O mercado externo do grão se acomoda tecnicamente depois de registrar leve alta na véspera, ainda assim os principais vencimentos se consolidam no patamar de US$ 1,20 por libra-peso.

Por volta das 09h36 (horário de Brasília), o contrato março/18 estava cotado a 119,95 cents/lb com alta de 75 pontos – fechamento anterior, o maio/18 caía 55 pontos, a 120,70 cents/lb. Já o vencimento julho/18 trabalhava com queda de 50 pontos, a 122,95 cents/lb, e o setembro/18 tinha desvalorização de 70 pontos, cotado a 125,00 cents/lb.

Além da queda técnica, do lado fundamental, também repercute no mercado informações sobre o desenvolvimento da safra 2018/19 do Brasil. Consultorias chegam a estimar a possibilidade de colheita recorde neste ano, ao redor de 60 milhões de sacas de 60 kg. O setor produtivo acredita em números mais baixos por conta das condições adversas durante a florada.

No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 430,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP), em Guaxupé (MG) os preços estavam cotados a R$ 439,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 440,00 a saca.

Veja como fechou o mercado na terça-feira:

Café: Após quedas seguidas, Bolsa de Nova York reage na sessão desta 3ª e consolida patamar de US$ 1,20/lb

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta terça-feira (6) com leve alta e se recuperaram de parte das perdas da véspera. O mercado externo do grão realizou ajustes técnicos durante a maior parte da sessão, mas operadores externos seguem atentos com a safra brasileira.

O vencimento março/18 fechou a sessão cotado a 119,95 cents/lb com alta de 75 pontos, o maio/18 registrou 121,25 cents/lb com avanço de 15 pontos. Já o contrato julho/18 encerrou o dia com 123,45 cents/lb e valorização de 10 pontos e o setembro/18, mais distante, teve alta de 10 pontos, fechando a 125,70 cents/lb.

Depois de duas sessões seguidas de baixa que levaram as cotações quase abaixo de US$ 1,20 por libra-peso, o mercado do arábica testou reação durante quase toda a sessão desta terça-feira. No entanto, do lado fundamental ainda pesa sobre os preços informações sobre o bom desenvolvimento da safra 2018/19 do Brasil.

"Os fundos continuam muito vendidos, e o interesse de compra nos mercados de moedas permanece difícil de ver. Eles antecipam grandes no Brasil e no Vietnã neste ano e acredito que os compradores estão bem cobertos agora. Outros especuladores parecem interessados em comprar, mas não encontraram boas razões reais para fazê-lo", disse em relatório o analista da Price Futures Group, Jack Scoville.

A safra brasileira que será colhida nos próximos meses segue em desenvolvimento. Consultorias chegam a estimar a possibilidade de colheita recorde neste ano, ao redor de 60 milhões de sacas de 60 kg. Do outro lado, o setor produtivo diz acreditar que ainda é cedo para cravar essa possibilidade de recorde, além disso algumas lavouras enfrentaram condições adversas durante a florada.

O câmbio também contribuiu para os ganhos no mercado do arábica. O dólar comercial caiu 1,16%, fechando o dia cotado a R$ 3,2105 na venda, acompanhando a cena política interna e externa. Esse é o menor nível desde 1º fevereiro. As oscilações da divisa ante o real impactam diretamente nas exportações da commodity e os preços também oscilam.

A Colômbia, segundo maior país produtor de arábica, colheu 1,2 milhão de sacas de 60 kg de arábica lavado em fevereiro, o que representa uma queda de 6% ante o mês anterior, segundo informou a Federação Nacional de Produtores de Café. Neste ano, até o momento, a produção do país ultrapassa as 2,3 milhões de sacas.

Mercado interno

Os negócios no mercado brasileiro seguem acontecendo lentamente, mas registraram melhora em relação às últimas semanas. Segundo o Escritório Carvalhaes, no entanto, os cafeicultores ainda consideram baixas as bases de preço oferecidas pelos compradores e vendem apenas o necessário para fazer frente aos compromissos mais próximos.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) (-0,63%) e Poços de Caldas (MG) (-1,05%), ambas com saca a R$ 472,00. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com avanço de 1,15% e saca a R$ 440,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca cotada a R$ 462,00 e desvalorização de 1,07%. Foi a maior oscilação dentre as praças no dia.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 445,00 – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Araguari (MG) com queda de 2,22% e saca a R$ 440,00.

Na segunda-feira (5), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 429,48 com queda de 1,76%.

Fonte: Notícias Agrícolas

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