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Café: Cotações do arábica operam com queda próxima de 100 pts nesta manhã de 6ª feira em NY

Por volta das 09h22 (horário de Brasília), o contrato setembro/18 registrava queda de 95 pontos, a 110,60 cents/lb, enquanto o dezembro/18 anotava 114,10 cents/lb com recuo de 100 pontos


Publicado em: 13/07/2018 às 10:50hs

Café: Cotações do arábica operam com queda próxima de 100 pts nesta manhã de 6ª feira em NY

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com queda próxima de 100 pontos nesta manhã de sexta-feira (13). O mercado externo do grão estende as perdas registradas na véspera ainda acompanhando o câmbio, que impacta as exportações, e informações sobre a safra brasileira.

Por volta das 09h22 (horário de Brasília), o contrato setembro/18 registrava queda de 95 pontos, a 110,60 cents/lb, enquanto o dezembro/18 anotava 114,10 cents/lb com recuo de 100 pontos. Já o março/19 caía 90 pontos, a 117,80 cents/lb, enquanto o maio/19 tinha queda de 95 pontos, a 120,20 cents/lb.

No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 440,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP), em Guaxupé (MG) os preços estavam cotados a R$ 463,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 442,00 a saca.

Veja como fechou o mercado na quinta-feira:

Café: Bolsa de Nova York encerra sessão desta 5ª feira com leve baixa e estende perdas recentes

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta quinta-feira (12) com queda próxima de 50 pontos. Depois de oscilar dos dois lados da tabela, o mercado estendeu as perdas da véspera após movimentação dos fundos e especuladores e câmbio.

O vencimento setembro/18 encerrou o dia com queda de 40 pontos, a 111,65 cents/lb, enquanto o dezembro/18 anotou 115,10 cents/lb e 50 pontos de recuo. Já o contrato março/18 registrou 118,80 cents/lb com 45 pontos de baixa e o maio/19, mais distante, fechou a sessão com queda de 60 pontos, a 121,15 cents/lb.

Depois de avançar forte na semana passada, o arábica já completa a terceira baixa seguida. As cotações chegaram a esboçar alta técnica em parte do dia, mas sem forças, voltaram a recuar atraindo movimento vendedor dos fundos e especuladores. Além disso, segundo a Reuters internacional, o câmbio também impactou o mercado.

"Os preços receberam suporte da firmeza do real no começo do dia, o que desencoraja os agricultores a vender. O Brasil é o maior produtor de café do mundo", disse a agência de notícias. Acompanhando a cena política interna, o dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,08%, cotado a R$ 3,8841 na venda. O câmbio impacta diretamente as exportações.

Em divulgação nesta quinta, o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) informou que os embarques na safra 2017/18 totalizaram 26,83 milhões de sacas de 60 kg, com queda de 8,5% em relação aos 29,33 milhões da temporada anterior. As exportações de conilon subiram fortemente, enquanto que as de arábica recuaram.

Do lado fundamental, operadores seguem acompanhando as informações sobre o avanço da colheita no Brasil, maior produtor e exportador. De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, os trabalhos no campo chegaram a 53% até o dia 10 de julho e estão atrasados em relação a média dos últimos cinco anos.

Segundo o analista da consultoria, Gil Carlos Barabach, o clima ajudou a colheita a avançar na última semana. "É verdade que continua atrasada em relação ao ano passado e à média para o período, mas isso é justificado pelo começo difícil, frente, especialmente, à maturação atrasada do conilon", apontou.

Por outro lado, a comercialização da safra está adiantada e chega a 31%.

Mercado interno

Com a colheita ainda ocorrendo, os negócios com café seguem lentos no mercado brasileiro. "Iniciada oficialmente neste mês de julho, a colheita segue em bom ritmo no Brasil, de acordo com informações do Cepea", disse em nota o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Franca (SP) – estável e Patrocínio (MG) com alta de 2,08%, ambas com saca a R$ 490,00. Lajinha (MG) teve a maior variação no dia com recuo de 3,16% e saca a R$ 460,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca cotada a R$ 470,00 – estável. A maior oscilação dentre as praças no dia ocorreu em Poços de Caldas (MG) com alta de 0,44% e saca a R$ 453,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 470,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Lajinha (MG) com queda de 1,15% e saca a R$ 430,00.

Na quarta-feira (10), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 444,84 e queda de 0,07%.

Fonte: Notícias Agrícolas

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