Publicado em: 01/03/2018 às 11:10hs
Depois da alta de cerca de 100 pontos na véspera, o mercado do grão se acomoda tecnicamente, mas operadores no terminal ainda acompanham as informações sobre a safra brasileira.
Por volta das 09h34 (horário de Brasília), o contrato março/18 estava cotado a 121,35 cents/lb com alta de 30 pontos, o maio/18 caía 15 pontos, a 121,85 cents/lb. Já o vencimento julho/18 trabalhava com recuo de 10 pontos, a 124,00 cents/lb, e o setembro/18 tinha desvalorização de 5 pontos, cotado a 126,15 cents/lb.
O mercado do arábica testou reação na véspera, mas já voltou a cair nesta quinta-feira em acomodação técnica e os principais vencimentos seguem ao redor de US$ 1,20 por libra-peso. Além disso, segue pressionando os preços externos do grão as informações sobre a safra 2018/19.
No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 430,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP), em Guaxupé (MG) os preços estavam cotados a R$ 447,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 448,00 a saca.
Veja como fechou o mercado na terça-feira:
Café: Bolsa de Nova York sobe na sessão desta 4ª feira e vencimentos voltam a ficar acima de US$ 1,20/lb
Após queda na véspera, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) subiram nesta quarta-feira (28). O mercado externo chegou a oscilar dos dois lados da tabela, mas a alta técnica acabou prevalecendo no final dos trabalhos e os preços externos do grão voltaram a ficar acima do patamar de US$ 1,20 por libra-peso.
Os lotes com vencimento março/18 encerraram a sessão cotados a 121,05 cents/lb com alta de 110 pontos, o maio/18 registrou 122,00 cents/lb com avanço de 90 pontos. Já o contrato julho/18 anotou 124,10 cents/lb com avanço de 80 pontos e o setembro/18, mais distante, fechou o dia com valorização de 65 pontos, a 126,20 cents/lb.
Depois de um dia de acomodação baixista na véspera, as cotações futuras do café arábica tiveram ampla oscilação nesta quarta-feira. O mercado do grão avançou em ajustes técnicos, fechando acima de US$ 1,20/lb, e demonstrando forças nesse patamar. Ainda assim, analistas não acreditam em reversão de tendência nos preços.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas na semana passada, Mário Panhotta, gerente de mercado da Cooxupé, disse que as altas no mercado não poderiam ser consideradas uma reversão de tendência para os preços. Para o especialista, operadores ainda esperam uma superssafra no Brasil e os fundos, por sua vez, combinam essa pressão nos preços.
Além da acomodação técnica, o mercado externo do arábica também acompanhou o câmbio durante a sessão. O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,22% ante o real, a R$ 3,2428 na venda. A divisa oscilou diante da formação de Ptax do mês e em ajustes depois da alta na véspera. O dólar menos valorizado tende a desencorajar as exportações da commodity pelo Brasil.
De acordo com dados da OIC (Organização Internacional do Café), as exportações globais de café subiram 20,7% em janeiro, totalizando 11,01 milhões de sacas. Houve um salto tanto na variedade arábica quanto no conilon. Nos quatro primeiros meses da temporada de 2017/18, as exportações de café aumentaram 3,1% para um total de 40,74 milhões de sacas.
Mercado interno
Os negócios com café continuam calmos nas praças de comercialização do Brasil. Os atuais patamares de preço não chamam a atenção dos produtores. "Especialmente para o arábica, após as fortes quedas dos valores nacionais e internacionais na semana retrasada, compradores e vendedores deixaram o spot, travando os negócios", disse em nota nesta quarta o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 480,00 e alta de 1,05%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com queda de 1,11% e saca a R$ 445,00.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 469,00 – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Varginha (MG) com baixa de 1,14% e saca cotada a R$ 435,00.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 450,00 – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Maringá (PR) com alta de 1,64% e saca cotada a R$ 435,00.
Na terça-feira (27), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 435,70 com alta de 0,31%.
Fonte: Notícias Agrícolas
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