Publicado em: 16/05/2018 às 10:50hs
Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com leve alta nesta manhã de quarta-feira (16). O mercado externo do grão se acomoda tecnicamente depois de perdas consecutivas nos últimos dias com pressão do câmbio e informações sobre a safra brasileira, que avançará na colheita nos próximos dias.
Por volta das 09h19 (horário de Brasília), o contrato julho/18 estava cotado a 117,35 cents/lb com alta de 40 pontos e o setembro/18 anotava 119,70 cents/lb com avanço de 45 pontos. Já o vencimento dezembro/18 tinha valorização 30 pontos, a 123,10 cents/lb, e o março/19, mais distante, tinha 30 pontos positivos, a 126,60 cents/lb.
As informações sobre a safra e câmbio impactaram fortemente as cotações externas nos últimos dias. Agora, ajustes técnicos são realizados. "O mercado mais uma vez foi pressionado pela desvalorização da moeda brasileira", disse em relatório na véspera o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado.
No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 445,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP), em Guaxupé (MG) os preços estavam cotados a R$ 460,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 446,00 a saca.
Veja como fechou o mercado na terça-feira:
Café: Dólar dispara e Bolsa de Nova York encerra sessão desta 3ª feira em queda pela terceira sessão seguida
Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta terça-feira (15) com queda de mais de 50 pontos. O mercado externo recua pelo terceiro pregão seguido ainda pressionado pelo câmbio, movimentação dos especuladores e informações sobre a safra 2018/19 do Brasil, maior produtor e exportador.
O vencimento julho/18 registrou na sessão 116,95 cents/lb com queda de 65 pontos e o setembro/18 anotou 119,25 cents/lb com 65 pontos de baixa. Já o contrato dezembro/18 fechou o dia com 122,80 cents/lb e desvalorização de 65 pontos e o março/19, mais distante, recuou 70 pontos, fechando o dia a 126,30 cents/lb.
"O mercado mais uma vez foi pressionado pela desvalorização da moeda brasileira", disse em relatório o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado. O dólar subiu pelo terceiro dia seguido e chegou a testar máximas próximas de R$ 3,70. Nos últimos três pregões, a moeda ficou 3,22% mais cara ante o real.
O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,90%, cotado a R$ 3,6608 na venda, com investidores acompanhando o cenário externo diante de temores de alta nos juros nos Estados Unidos maior que o esperado. A valorização da moeda estrangeira tende a encorajar as exportações da commodity, impactando nos preços externos.
Além disso, o movimento inesperado de especuladores reportado na véspera e novas informações sobre a safra brasileira neste ano também repercutem no mercado. Segundo a Reuters internacional, a grande safra do Brasil ainda segue fortemente no foco dos operadores. Os trabalhos no campo já começaram e devem ganhar mais ritmo nas próximas semanas.
"Provavelmente veremos a colheita até outubro, devido ao tamanho da safra", disse Ricardo Santos, diretor da Riccoffee, para a agência. "Mas uma coisa é certa, há muito café", ponderou.
Mercado interno
O mercado brasileiro segue com negócios isolados neste início de semana. Mesmo com a chegada da safra, é pequeno o volume de café novo que chega ao mercado, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP). Consultorias apontam ainda que os preços internos voltaram a recuar, dificultando o fechamento de negócios.
O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 492,00 e alta de 1,03%. Foi a maior oscilação dentre as praças no dia.
O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca cotada a R$ 475,00 – estável. A maior oscilação dentre as praças no dia ocorreu em Poços de Caldas (MG) com alta de 0,44% e saca a R$ 456,00.
O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 470,00 e alta de 4,44%. Foi a maior oscilação dentre as praças no dia.
Na segunda-feira (14), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 443,00 e queda de 1,22%.
Fonte: Notícias Agrícolas
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