Publicado em: 02/03/2018 às 12:40hs
A Aperam South America, produtora integrada de aço inox, elétrico e ao carbono, apresenta uma novidade para aplicação do aço inoxidável no agronegócio. A empresa desenvolveu protótipos de equipamentos que integram o beneficiamento do café, cerca de sete a dez vezes mais duráveis em relação aos materiais tradicionais, com maior facilidade de manutenção e que serão acessíveis também aos pequenos produtores. A iniciativa é resultado de uma parceria técnico-científica da Aperam com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), com apoio da Embrapa (Empresa Brasileira de Agropecuária) e da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), além do Instituto do Inox de Timóteo.
O pesquisador da Aperam, Adolfo Viana, destaca que as oportunidades no setor ficaram evidentes para a empresa após discussões com especialistas e visita a uma fazenda de cafeicultura. Verificou-se que a corrosão e o desgaste eram os pontos críticos dos equipamentos utilizados no processo de beneficiamento do café, especialmente das fornalhas e chaminés.
Em conjunto com a UFV, foi feito um levantamento das possibilidades de uso do inox na agricultura. Três equipamentos utilizados na produção de café ganharam versões em aço inoxidável: um lavador, uma fornalha para aquecimento do ar de secagem do grão e uma de pré-limpeza. “Os equipamentos foram construídos pelo Instituto do Inox, em Timóteo, na região do Vale do Aço em Minas Gerais. No futuro, a instituição e os parceiros poderão, por meio do convênio, capacitar outras empresas para que fabriquem esses equipamentos e os insiram em seus portfólios”, explica Adolfo Viana.
A próxima etapa prevista são as exposições dos equipamentos para o público especializado, seguidas dos testes em campo, que devem ser feitos ao longo de um ano. O professor titular da UFV, Juarez de Sousa e Silva, especialista em processos de Produção Agrícola, ressalta que os estudos iniciais já permitem vislumbrar uma vida útil de até 20 anos para os modelos em inox contra duas ou três safras apenas dos materiais tradicionais.
“O contato com materiais corrosivos e com o fogo acaba gerando um grande desgaste desses materiais, demandando a substituição das peças e um alto investimento pelos produtores. Com o inox, esperamos gerar ganhos especialmente para os pequenos produtores, que representam 80% dos fabricantes de café no Brasil e muitas vezes não têm acesso às novas tecnologias”, avalia o professor Juarez.
Fonte: In Press Porter Novelli
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