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Café: Bolsa de Nova York trabalha com leve baixa nesta manhã de 3ª feira em ajustes ante valorização na véspera

Por volta das 09h11 (horário de Brasília), o contrato maio/18 com queda de 10 pontos, a 118,05 cents/lb e o julho/18 anotava 120,10 cents/lb com recuo de 10 pontos


Publicado em: 27/03/2018 às 10:30hs

Café: Bolsa de Nova York trabalha com leve baixa nesta manhã de 3ª feira em ajustes ante valorização na véspera

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com leve baixa nesta manhã de terça-feira (27). Depois de esboçar reação de cerca de 100 pontos na véspera, o mercado externo do grão volta para o lado vermelho da tabela e o vencimento maio/18 segue distante do patamar de US$ 1,20 por libra-peso.

Por volta das 09h11 (horário de Brasília), o contrato maio/18 com queda de 10 pontos, a 118,05 cents/lb e o julho/18 anotava 120,10 cents/lb com recuo de 10 pontos. Já o vencimento julho/18 trabalhava com queda de 10 pontos, a 122,35 cents/lb, e o setembro/18 tinha desvalorização de 15 pontos, cotado a 125,75 cents/lb.

O mercado passa por acomodação técnica depois de ser pressionado pelo câmbio e indicadores técnicos. Além disso, segundo reporta a Reuters internacional, a previsão de tempo mais seco em áreas produtoras do Brasil nos próximos dias também contribuiu para a alta recente nas cotações.

No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 430,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP), em Guaxupé (MG) os preços estavam cotados a R$ 437,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 444,00 a saca.

Veja como fechou o mercado na segunda-feira:

Café arábica em NY tem alta próxima de 100 pts nesta 2ª e se recupera de parte das perdas da última sessão

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta segunda-feira (26) com alta próxima de 100 pontos. Em acomodação técnica, com suporte do câmbio e novas previsões de tempo seco no Brasil nos próximos dias, o mercado externo do grão voltou a subir depois de recuar quase 200 pontos na última sexta-feira.

O vencimento maio/18 fechou o dia cotado 118,15 cents/lb com alta de 95 pontos, o julho/18 registrou 120,20 cents/lb com 80 pontos de avanço. Já o contrato julho/18 fechou o dia a 122,45 cents/lb com valorização de 75 pontos e o setembro/18, mais distante, encerrou a sessão a 125,90 cents/lb com 75 pontos de alta.

O mercado do arábica teve mais uma sessão marcada por influência do câmbio e indicadores técnicos, mas algumas informações climáticas voltaram a chamar a atenção dos operadores. "Tivemos um dia de recompras e ajustes técnicos após a queda verificada na última semana", disse em relatório o analista da Origem Corretora, Anilton Machado.

O dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira com queda de 0,74%, cotado a R$ 3,3036 na venda, diante de um alívio com uma eventual guerra comercial global. "O mercado está cautelosamente esperançoso que os Estados Unidos e a China cheguem a um acordo comercial", afirmou à agência de notícias Reuters o diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Spyer.

A divisa mais baixa ante o real tende a desencorajar as exportações da commodity pelo Brasil, em compensação os preços externos do grão avançam.

Segundo reporta a Reuters internacional, a previsão de tempo mais seco em áreas produtoras do Brasil nos próximos dias também contribuiu para a alta nas cotações. No entanto, de acordo com boletim da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), a previsão para o outono é otimista para a colheita no país, que começa nos próximos dias.

"Na região Sudeste, apenas para algumas partes do estado de Minas Gerais e para o nordeste de Goiás é esperado que as chuvas ocorram dentro ou pouco acima da média do mês", explicam em informativo Williams Ferreira e Marcelo Ribeiro, pesquisadores da Epamig, respectivamente, nas áreas de agrometeorologia e fitotecnia. Já as temperaturas durante o mês devem ficar abaixo da média no estado.

Mercado interno

Os negócios com café seguem ocorrendo lentamente diante das recentes quedas externas. No entanto, nesta segunda-feira, avanços foram registrados em alguns tipos nas praças de comercialização do país, mas os preços ainda seguem distantes do desejo do produtor.

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP), as baixas no mercado interno estavam atreladas às recentes quedas nos preços externos da variedade, que, por sua vez, têm sido pressionados pelas perspectivas de elevada produção global, fatores técnicos e câmbio.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 476,00 – estável. A maior oscilação dentre as praças no dia ocorreu em Patrocínio (MG) com alta de 3,30% e saca a R$ 470,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca cotada a R$ 466,00 – estável. As praças do tipo não tiveram oscilação no dia.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 445,00 – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Patrocínio (MG) com valorização de 1,18% e saca a R$ 430,00.

Na sexta-feira (25), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 424,28 e queda de 1,31%.

Fonte: Notícias Agrícolas

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