Publicado em: 23/01/2026 às 10:10hs
As exportações brasileiras de café registraram queda no volume embarcado, mas aumentaram em receita na primeira metade da safra 2025/26, segundo levantamento do Cepea com base em dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Entre julho e dezembro de 2025, o país exportou 20,6 milhões de sacas de café arábica e robusta — 21,3% a menos que no mesmo período da safra anterior.
De acordo com os pesquisadores do Cepea, a queda no volume exportado está relacionada, principalmente, à menor disponibilidade do café arábica, que teve oferta limitada no semestre.
Além disso, as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos continuam afetando as vendas externas para o país, que tradicionalmente é o maior comprador do café brasileiro.
Mesmo com a queda nos embarques, o setor obteve desempenho financeiro positivo.
A receita acumulada entre julho e dezembro chegou a US$ 8,05 bilhões, o que representa um crescimento de 11,5% em relação ao mesmo período de 2024.
Esse avanço foi impulsionado pela valorização do dólar e pela alta das cotações internacionais, que compensaram a redução nos volumes exportados.
A mudança no perfil dos destinos também chamou atenção no semestre.
A Alemanha, tradicional parceira comercial do Brasil, assumiu a liderança entre os importadores de café, superando os Estados Unidos.
No período, o país europeu comprou 3,01 milhões de sacas, 951 mil a mais do que o total enviado ao mercado norte-americano.
Especialistas destacam que a nova configuração das exportações reforça a importância da diversificação de mercados diante das barreiras comerciais impostas por alguns parceiros.
Com o bom desempenho europeu e o cenário cambial favorável, o Brasil mantém-se como o maior exportador de café do mundo, mesmo em um semestre de menor volume embarcado.
Fonte: Portal do Agronegócio
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