Publicado em: 27/03/2026 às 07:30hs
Produtores que adotam a sucessão soja-milho buscam garantir a disponibilidade de nitrogênio (N) para o desenvolvimento do milho safrinha, aumentando uniformidade e produtividade da lavoura. Pesquisas recentes mostram que o manejo da soja com o fixador foliar de nitrogênio Utrisha® N, da Corteva Biologicals, fornece entre 50 e 60 kg de N/ha à cultura e deixa cerca de 20 a 25 kg N/ha como resíduo disponível para o milho.
“O uso de Utrisha® N não apenas melhora a fixação de nitrogênio na soja, mas também beneficia o solo e as plantas que serão cultivadas na sequência. Isso resulta em maior vigor, uniformidade e potencial produtivo para a lavoura seguinte, aumentando a lucratividade do agricultor”, afirma João Boccia Chaves.
De acordo com Chaves, a fixação biológica de nitrogênio da soja atende de 40% a 80% da demanda da planta, diminuindo a dependência de fertilizantes nitrogenados. No milho, em média, cada saco de grãos requer cerca de 1 kg de N, com aplicações tradicionais variando de 90 a 160 kg/ha. O “crédito de nitrogênio” herdado da soja, proveniente da decomposição da palhada e raízes, fornece um suplemento gradual do nutriente durante o ciclo do milho, sem aumento significativo de custos.
Diversos estudos realizados por consultorias e pela equipe agronômica da Corteva apontam ganhos expressivos na produção. Na soja, pesquisas em 12 lavouras comerciais registraram acréscimo médio de 3 sacas/ha e 54 kg N/ha. Em estudos conduzidos pelo Grupo Técnico Milho e Soja de Uberlândia, a aplicação de Utrisha® N resultou em incremento de 6 sacas/ha no milho e disponibilizou 25 kg N/ha no solo residual.
No milho, o uso do biológico elevou em média 7,5 sacas/ha a produtividade e aumentou 4,5% o Peso de Mil Grãos (PMG). Em 1.300 campos demonstrativos nas safras 2022 a 2025, o incremento médio registrado foi de 5,54 sacas/ha, comprovando o efeito positivo do manejo biológico na sucessão soja-milho.
O fixador foliar Utrisha® N contém a bactéria única Methylobacterium symbioticum, que converte o nitrogênio do ar em amônio diretamente na folha, evitando perdas comuns na adubação convencional, como lixiviação, volatilização e desnitrificação. A tecnologia é compatível e complementar à Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) realizada pelas raízes da soja, garantindo fornecimento contínuo do nutriente durante o ciclo da planta.
Com a aplicação de Utrisha® N, a soja e o milho apresentam plantas mais vigorosas, solo mais nutrido e lavouras com maior potencial produtivo, consolidando o manejo biológico como uma ferramenta estratégica para o agronegócio sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
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